31 maio, 2022
"CONTOS PARA SEREM CONTADOS" - ENA TANTOS!
Quando há dias, não muitos, dizia que a lotação estava esgotada... estava! Está tudo preparado... Mais de 100 presenças, entre miúdos e graúdos... Vamos ver como corre!
30 maio, 2022
QUEM TEM DE IR PARA OUTRAS TERRAS? - II
No anterior post falava de sectores que, estando em queda, colocava gente de elevada qualificação a procurar na emigração a via da sua realização profissional e, por vezes mesmo, a sua sobrevivência. Veio, no decurso de troca de ideias no facebook, a talhe de foice, referir que por cada oficial da marinha licenciado pela Escola Náutica, o Estado investir 25 mil euros. Licenciados que na sua grande maioria, após estágio, ingressam de imediato na tripulação de armadores estrangeiros que, na qualificação requerida, não despendem um cêntimo...
Situação semelhante se passa, no SNS, com os enfermeiros. Segundo dados divulgados pela Ordem dos Enfermeiros, mais de dois mil enfermeiros pediram para sair de Portugal desde o início da pandemia, em março de 2020, especialmente no segundo semestre do ano passado. "Só em 2021, o número total de enfermeiros que manifestaram intenção de emigrar corresponde a cerca de um terço dos novos enfermeiros formados anualmente pelas escolas portuguesas", refere a OE em comunicado.
E quanto custa ao Estado formar um enfermeiro? Veja o vídeo e espante-se com isso!
29 maio, 2022
QUEM TEM DE IR PARA OUTRAS TERRAS?
Ontem, aqui e no facebook, escrevia eu ««Portugal é hoje o país da União Europeia com mais emigrantes em proporção da população residente. O número de emigrantes portugueses supera os dois milhões, o que significa que mais de 20% dos portugueses vive fora do país em que nasceu.»
Ontem, lá no facebook, tinha este comentário «Acontece porque as pessoas procuram melhores condições de vida, em Portugal existem muitos empregos básicos mas poucos são os portugueses que querem, como limpezas, construção civil, restauração, agricultura etc etc alguns até preferem viver de subsídios do que trabalhar e contribuir para a comunidade...»
Depois, de seguida, gerou-se um bate-papo que, a páginas tantas, mereceu a promessa de vir a escrever isto que agora estou escrevendo.
Sem contrariar o quer que seja do que foi respondido verdade seja que tal resposta deixa esquecido muito ao que este nosso País atormenta.
Atormenta ter perdido (quase) todo o sector da metálico-mecânica.
Atormenta ter perdido (quase) todo o sector de construção e reparação naval.
E a grande maioria dos dois milhões que tiveram de partir para outra terra serão gente qualificada, operários e técnicos especializados que tinham emprego nessas áreas.
No sector da metálico-mecânica, foi para o galheiro todo o cluster ligado ao fabrico de material circulante. Veja-se, que agora, a empresa Medway (a antiga CP Carga, antes desta ser privatizada) anunciou a aquisição de 16 locomotivas eléctricas e 113 novos vagões. O material vai ser adquirido à empresa Stadler (as locomotivas) e Tatravagonka (os vagões) por um valor total de 93 milhões de euros, ou seja, o sector ferroviário português continua a alimentar o aparelho produtivo de outros países, em vez de reconstruir o seu.(ver aqui)
No sector da construção e reparação naval, hoje reduzido ao mínimo, a dimensão dos efeitos deve ser avaliada com impactos bem superiores.
Vejamos: para quê estaleiros, se não temos barcos? A frota pesqueira tem vindo a reduzir-se, 20% dos barcos foram à vida e a que resta vai envelhecendo (a idade média das embarcações ronda os 45,7 anos enquanto a média europeia é de 23,9 anos) e é assim que, apesar de 97% do território português ser mar, o país importa 1.3 milhões de toneladas de peixe por ano (ver aqui).
A frota da marinha mercante não está melhor, antes pelo contrário, como se infere neste testemunho passado em vídeo.
28 maio, 2022
PORTUGAL VS. UCRÂNIA - UMA COMPARAÇÃO QUE NÃO LEMBRA AO DIABO... II
«Portugal é hoje o país da União Europeia com mais emigrantes em proporção da população residente. O número de emigrantes portugueses supera os dois milhões, o que significa que mais de 20% dos portugueses vive fora do país em que nasceu. Entre 2010 e 2013, o número de saídas de Portugal cresceu mais de 50%. Entre 2013 e 2014, a emigração estabilizou em torno das 110 mil pessoas por ano.»
Lendo isto aqui, fui ler o que se passa na Ucrânia e lá, porque há mísseis, bombas e tiros, o êxodo já ultrapassa os 5 milhões... se podemos comparar? Claro que não! Mas dá que pensar... Não é preciso um só tiro para que êxodo semelhante aconteça... Acontece como se fosse guerra...


