25 julho, 2010

Como é que aquele bilhete postal foi parar àquelas mãos?

A minha filha-mai-velha escreveu-me um postal que só mostrei aos amigos e que só daqui saiu porque um outro amigo o levou para o seu blogue (embora não tivesse editado o seu texto). Bernardino Soares apropriou-se do seu conteúdo para denunciar na Assembleia da República o que estão a fazer a Alvega. Que ele tenha sabido do fecho da escola e da farmácia eu percebo. Que conheça os efeitos das portagens na economia da região e contra isso se insurja, eu compreendo. Mas como é que ele soube que tudo isso já está a produzir efeitos e que a Dª Maria já despachou as cabras e as ovelhas deixando assim de fabricar os queijinhos de que a minha mulher tanto gostava?
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A foto, publicada no DN de hoje, não deixa dúvidas quer quanto à influência deste meu blogue, quer quanto aos desejos inconfessáveis de José Sócrates que, perante a persistência de algum eleitorado, pede a Deus que o deixe sozinho com as "bancadas", com as quais alguns entendimentos vão sendo possíveis...
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Claro que contra a deslocalização da farmácia já tive a oportunidade de ouvir o Presidente da Associação Nacional de Farmácias dar uma esclarecedora explicação (aqui). Sobre as SCUTS ainda se vai escrever e falar muito. É sobre as escolas que convirá divulgar a posição da Ministra. Diz-me ela: "Rogério, a qualidade do ensino nas sedes dos concelhos é mais eficaz, empresto-lhe este vídeo e veja se é possível, em meio rural, pôr as crianças a imitar estes comportamentos, se em Alvega não há pais assim, lá onde eles moram ainda menos..."
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Pois! É nas cidades e com as politicas que estão a ser seguidas, que as crianças encontram as melhores condições para a família evoluir civicamente...