13 novembro, 2015

Passos e as regras que quer ver alteradas a meio do jogo...


Os jogos de rua educavam muito. Se alguém quebrava as regras, de pronto, o grupo explicava que não era assim que se jogava. E se ostensivamente esse alguém insistia, mau destino escolhia, pois tinha que procurar outra rua onde não fosse conhecido o seu mau feitio. Essa exclusão era facilitada por um sentido de ética e de justiça que nenhum miúdo discutia. Era assim não por acaso, era assim simplesmente porque ninguém interferia no jogo pois só quem fazia de "mãe" podia comandar e decidir.  Era "a mãe" quem decidia quem ganhava e quem perdia. Quem fazia de "mãe" era o zelador das regras e se ele próprio as furava, lá tinha que ir brincar para a rua dele... expulso pelo grupo: "É pá, põe-te a andar! Aqui não brincas mais!"

ler também «como se pode correr com quem não segue as regras

7 comentários:

  1. Quem dera voltar à inocência desse tempo, amigo. Quando ainda não tinha descoberto a que ponto pode chegar a degradação do ser humano. A destruição para a qual a humanidade marcha.
    Um abraço

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  2. Pedro tem um brinquedo colectivo, mas acreditou que seria só dele, quando justamente lho tiraram, fez birra como o fedelho mal educado e mimado que é.

    Bom fim de semana

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  3. A minha rua já o expulsou há muito tempo.

    O menino foi criado sem regras, logo deu nisto !

    Beijinho


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  4. Amocha, Zé!
    O homem deve estar com febre.

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  5. É nestas leituras que nos perdemos e permitimos, a nós proprios, vagarmos no tempo e refletir.

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