22 novembro, 2015

O General Loureiro dos Santos embora nunca tenha estado em Bilderberg sabe bem o que lá se passa e está mais que vacinado contra os comentadores de aviário.

O conhecido General deu hoje importante entrevista no jornal "Público" e aí discorre o que os entrevistadores lhe permitem discorrer. À pergunta "Para acabar com o terrorismo na Síria temos que patrocinar  um ditador?", a resposta surge directa "Não digo que (Assad) seja um ditador", e depois faz alertas sobre o risco de a Síria se tornar um novo Vietname. 
Pelo lido e pelo sentido, posso concluir que o General Loureiro dos Santos embora nunca tenha estado em Bilderberg sabe bem o que lá se passa e está mais que vacinado contra os comentadores de aviário. 
Alertado, fui consultar outras fontes, estas:
«(...) Voltando a Assad, importa referir que a sua família pertence ao Islão tolerante da orientação Alawid. As mulheres sírias têm os mesmos direitos que os homens ao estudo, à saúde e à educação. Na Síria as mulheres não são obrigadas a usar burca. A Chária (lei Islâmica) é inconstitucional. A Síria é o único país árabe com uma constituição laica e não tolera os movimentos extremistas islâmicos. Cerca de 10% da população síria pertence a alguma das muitas confissões cristãs presentes desde sempre na vida política e social. Noutros países árabes a população cristã não chega a 1% devido à hostilidade sofrida. A Síria é o único país do Mediterrâneo que continua proprietário da sua empresa petrolífera, que não quis privatizar. A Síria tem uma abertura à sociedade e cultura ocidentais como nenhum outro país árabe. Ao longo da história houve cinco Papas de origem síria. A tolerância religiosa é única na zona. Antes da guerra civil era o único país pacífico da zona, sem guerras nem conflitos internos. A Síria é o único país árabe sem dívidas ao Fundo Monetário Internacional. A Síria foi o único país do mundo que admitiu refugiados iraquianos sem nenhuma discriminação social, política ou religiosa. Bashar Al Assad tem um suporte popular extremamente elevado. Sabia que a Síria possui uma reserva de petróleo de 2500 milhões de barris, cuja exploração está reservada a empresas estatais? Talvez agora consiga compreender melhor a razão de tanto intere$$e da "guerra civil" na Síria e de quem a patrocina ...»
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6 comentários:

Elvira Carvalho disse...

Não conhecia o vídeo, mas o resto sim. A guerra ali não é contra Assad. É contra qualquer presidente que governe um país que é dos mais ricos do mundo em petróleo e gás natural, e não autoriza privatizações. A guerra ali é fomentada pelos grandes interesses internacionais que não conseguem meter a pata ma massa gerada por esses dois produtos.
Um abraço e uma boa semana

Observador disse...

Não é por acaso que os ataques à Síria são feitos com alvos seleccionados.
Ordem para matar mas não para destruir o que não querem que seja destruído.
Boa semana.

as-nunes disse...


A questão fulcral que reside na grande e perturbante instabilidade da zona da Península Arábica está magistralmente explicada pela sra. que defende a posição de Assad.
As notícias que chegam ao vulgo são muito confusas e contraditórias e as pessoas não percebem. O domínio das fontes de energia acumuladas em quantidades abissais naquela zona é que está a determinar o comportamento dos países que mais interesses têm em jogo. E, mais uma vez, temos em confronto, a França, Reino Unido e Rússia, por um lado. Por outro, o Poder desmedido das oligarquias dominantes na Arábia Saudita e Qatar, que, para se resguardarem, financiam o Estado Islâmico (é a conclusão a que temos de chegar, ao tentar perceber o que realmente se passa).

Ah, maldito petróleo e gás natural, ao mesmo tempo fonte das novas tecnologias e concentração da riqueza e guerra e morte, alegadamente em nome de Deus!...

Anónimo disse...

O problema de Síria é o presidente não pactuar com o que o ocidente quer que é meter as patas na riqueza do país. Com esta ânsia de exploração para onde a humanidade irá parar? Claro que se os povos abrissem os olhinhos, esses parasitas que com a sua ganância que desde a exploração e escravatura de crianças a adultos vão enchendo as suas barrigas cheias de sangue de exploração. ASSASSINOS. ACORDEM POVOS!

São disse...

Concordo com o post e com quem comentou até agora.

Aliás, se fossem os Direitos Humanos a verdadeira causa do ataque do Ocidente à Síria, então a Arábia Saudita estaria a ferro e foho e há muito mais tempo.

O cinismo, a cupidez e a duplicidade de critérios do Ocidente ultrapassam todos os limites possíveis e imaginários.

Boa semana

Anónimo disse...

Levando em conta o que aconteceu no Iraque e na Líbia, depois de depostos os ditadores, creio que este tipo é aquilo que eu chamaria de "ditador relutante", uma vez que ele sabe que se aqueles países não forem governados com mão de ferro, implodem! Tal como o Iraque, e a Líbia...

:)