15 novembro, 2015

G20, o luto e o que (não) será assunto

"Quando retornei ao Pentágono em Novembro de 2001, um dos oficiais militares superiores teve tempo para uma conversa. Sim, ainda estamos em vias de ir contra o Iraque, disse ele. Mas havia mais. Isto estava a ser discutido como parte de um plano de campanha de cinco anos, disse ele, e havia um total de sete países, a principiar pelo Iraque e então a Síria, Líbano, Líbia, Irão, Somália e Sudão". (General Wesley Clark)
Artigo de Michel Chossudovsky, que citei num post editado em Agosto de 2011
Começou hoje, na Turquia. Já é público que a agenda foi profundamente alterada e que depois das manifestações solidárias com as vítimas de Paris e de Beirute, seguir-se-á uma agenda pesada.
A resposta dos 20 países mais industrializados ao terrorismo vai ser discutida. Haverá decisões. Contudo, nesse assunto, não creio que se espraiarão pelos secretos  planos do Pentágono, nem sobre as secretas encomendas de armamento que vão abastecendo e municiando o "auto-proclamado Estado Islâmico", nem de onde provém o seu financiamento, nem quem é que estará a comprar o petróleo líbio (que aumentou a produção) já depois da tal "Primavera" ter corrido com Kadafi (tal como o general Wesley Clark vaticinava).
O mais provável é que o G20 acerte agulhas para minimizar os estragos, atenuar o medo e controlar o que puder ser controlado, mantendo incólume a origem do terror e aquilo que o alimenta! 
E se a logística de guerra é exigente, onerosa, pesada, ela é também uma boa fonte de rendimento para engordar as contas offshore dos que mantém bem oleados e ágeis os circuitos que lhes garante tão sanguinários proveitos...

Não me parece que o G20 se debruce sobre este mapa. Por tanto...

5 comentários:

Lídia Borges disse...


No negócio da guerra não há inocentes. Se não houvesse quem fabricasse as armas não haveria compradores; se não houvesse compradores deixava de fazer o seu fabrico.
Então a guerra ultrapassa essas questões [exteriores] ao próprio homem. Dentro de cada um, uma guerra sempre pronta a despontar.
Se assim não fosse como se explicaria que uns vivam felizes em imorais abundância, vendo seus vizinhos sofrendo as mais elementares carências?

Desacreditei dos homens. Sem volta.
Uma só bandeira - a da Humanidade - claro está merece um sorriso complacente. Grata, ainda assim!

Bj.

Agostinho disse...

Tantos a penar
e no fundo na aritmética
dos milhões
os sentimentos não passam de
penas a esvoaçar.
Estatística de arrepiar.

Elvira Carvalho disse...

Algumas vez?. Todos sabem isso e todos o calam porque lhes não interessa. A humanidade deixou de evoluir, quando inventou o dinheiro e descobriu o poder que ele dá. Para aumentarem o bolo, vale tudo.
Um abraço e uma boa semana

Adelaide Araçai disse...

Perfeita colocação! Lamentavel que não falem sobre o que realmente deveria ser dito. Mas ainda podemos sonhar, que algum dia estes "poderosos" irão entender a necessidade da paz e equilibrio, não apenas entre seus pares, mas em todos os cantos do planeta. Afinal sonhar é a única coisa que nos resta.

abraços

São disse...

A resposta da França aos atentados de Paris foi bombardear a Síria, o que demonstra uma inteligência de asno !