10 julho, 2012

Gimonde? Gimonde, fica onde? Traz-me os montes? Quais montes?...

Não sei. Não sei, se à semelhança de outros lados, esses também ficam sem cuidados. Sem médicos, sem centros de saúde, sem escolas, sem transportes e outras sortes, dessas de quem vive (e diz-se que viveu) acima das sua possibilidades. Nesta ignorância confessada, fico pois sem saber o que responder ao pedido de quem me pede para lhe trazer os montes, com uma súplica: saudosa de sua infância "Traz-me os montes". Medito na forma de resposta ao pedido e lembro-me do ditado, tantas vezes por mim citado: "Se Maomé não vai à montanha, que vá a montanha a Maomé". Assim, pego em mim, e procuro que montes lhe levar. É que dá para escolher: Desde o da "venda" de uma réstia de esperança  à real desesperança, passando por um inqualificável abuso de confiança , conduzido por um maestro conhecido:

Vá meu amigo, destes montes escolha o que mais lhe aprouver.
 Sortudo, hein?, dá para escolher:


Escolha isto...  assim ouvido.. é um paraíso



Ou escolha esta outra versão... tem um "porém": não está lá (quase) ninguém...



... ou embarque no gozo promocional de uma aldeia global....

<>O<>

Senhor maestro Vitorino, esse hino é um enxovalho e um desatino.
Pelo sim, pelo não, mobilize-se pela Petição...

9 comentários:

heretico disse...

conforta-me a convicção de que a célebre "cegonha de Gimonde" irá resistir aos "postais ilustrados" (ou serão videos?), às alheiras em série e aos "petiscos" do D. Roberto, às "optimas" figurações do maestro, à rotação dos "figurões" políticos e até aos "abaixo-assinados" do NERBA...

como vês, meu caro - sou um transmontano "degenerado" ... e herético!

abraços

quem és, que fazes aqui? disse...

Já cá estive e fui embora sem conseguir abrir os videos. Agora continuo na mesma. Assim só tenho acesso a 1/3 da postagem. Não vou comentar. Talvez amanhã.

Beijo

Laura

Fê-blue bird disse...

Nunca recuso um pedido seu, ainda mais por causa tão nobre e urgente.
Acho que o maestro não precisava de nos dar esta música :(

beijinhos

O Puma disse...

Louvo a tua pesquisa e paciência
de grande utilidade
pelos contrastes

Quanto ao chamado maestro
ainda hoje não entendi
porque lhe deram uma batuta

Jaime Ramalhete Neves disse...

Ai António,ai Vitorino,ai Almeida!Para quê o "de"? Estavas a precisar com a batuta no toutiço.Quase que tens o perfil do guarda de "Fronteira" do Torga. O que terão dito de ti quando viraste as costas? Mais um dia que não voltou. E não voltará enquanto se apostar nas auto-estradas, se esquecer o comboio e, sobretudo, se esquecerem as pessoas.
Bravo Rogério.

jrd disse...

Puseste o dedo na ferida que eles não querem ver sarada.

Rosa dos Ventos disse...

É um país de muitas escolhas!
De se ficar a pensar na "aldeia global"...

Abraço

JP disse...

Maestro à parte, deixa-me dizer-te Rogério que sou transmontano, dali, daquelas terras que são capazes de muito por quase nada. Conheço bem Gimonde, dos restaurantes da famosa posta no Abel, no D. Roberto ou do famoso pão de gimonde. Os enchidos idem aspas (sobretudo as alheiras). É gente boa, que luta, que trabalha e que também tem ideias boas se as deixarem......
Claro que todas as terras do interior passam por processos de desertificação como o mostrado no segundo vídeo, mas porque será?
Maestro à parte!!

Abraço

Graça Sampaio disse...

Rogerito, Rogerito, não seja mau! O anúncio até está muita bem caçado... Temos de apontar o dedo é a estes energúmenos, vigaristas, oportunistas que estão no governo e estão apostados em deixar o país sem pedra sobre pedra!

One, two, three, four, can I have a little more?...

Beijo...