08 agosto, 2014

Gaza: é mesmo isto que que se passa (hoje deveria postar algo sobre o ensino de empreendedorismo a um menino, mas não consigo)



Entrei na ampla sala mas mal entrámos porque não precisámos. Logo ao pé da porta estava um posto equipado: uma mesa com a anatomia necessária, um funcionário e um computador de plasma de grandes dimensões. Olhei toda a sala depois. Era igual. Mais de uma dezena de postos assim. O Director de Operações explicou-me detalhadamente as funções, as tarefas, os processos em conformidade com a tecnologia à vista. "Quando o autocarro se atrasa, olhe este aqui está já fora do horário" - dizia apontando a espinha da carreira, a luz vermelha a piscar - "este operador procura, com aquele rato, as paragens seguintes a verificar se há aglomeração de pessoas em espera, quer ver?" E disse ao operador para o fazer. "Não está muita gente! Se estivesse ele daqui accionava um desdobramento para o chefe da estação, que para esta carreira seria Cabo Ruivo". Mal refeito do espanto (em 2001, ainda não conhecia o google earth) lá fui colocando as perguntas que me vinham à mente mesmo se a resposta pelo que via era evidente: se era em tempo real, se a imagem se podia aproximar ainda mais, se e se e se. A tudo me ia dizendo que sim, mas deixando o comentário "o uso disso é raro, pois é dispensável e caro". Terminada a visita, não deixava de pensar nos efeitos impressionantes daquela tecnologia em uso militar. Tantos anos depois a resposta está aí. Todos os dias (e também nesse vídeo)!
Visita realizada em 2001 à Sala de Controlo de Tráfego, da Carris, na Estação de Santo Amaro