07 agosto, 2018

Monchique, os fogos e os incentivos aos pirómanos


A imagem acima é de um pinheiro, não de um eucalipto. Apesar do jornal desviar a atenção quanto à actuação dos "pirómanos" que viabilizam a plantação massiva de tal rastilho, escolho a imagem pois ela não dá o espectáculo das chamas. Mostrar fogos, incentiva pirómanos.

Mas o texto, que acompanha a imagem, não dando propriamente um incentivo, dá uma segurança aos "loucos semeadores de fogos". Sob o título "Crimes de fogo posto quase não dão cadeia" a jornalista deixa justificada e subliminar recomendação para segura actuação: «Quase todos (97%) os inquéritos abertos pelo crime de incêndio florestal acabam arquivados. (...)  A dificuldade em chegar à autoria dos fogos e o facto de os incendiários atuarem sozinhos são algumas das razões que, segundo a Polícia Judiciária (PJ), explicam o número elevado de arquivamentos.»

Por isso, se quer atear um fogo, segundo a jornalista, actue sozinho e procure um sítio esconso. A recomendação é de Setembro do ano passado, e está a ser agora usado.

Sobre sítios esconsos a SIC exemplifica numa zona ainda poupada,  a Serra da Arrábida. E filma «sítios recônditos insuscetíveis de serem atingidos por viaturas de bombeiros».

Cito um texto que, além de denunciar  a SIC, aponta Rui Rio como instigador de incendiários. Não admira que a esta hora, militantes do PSD procurem tochas, rastilhos, mechas, drones e paraquedas... É preciso que o país arda e o Governo caia. 

E mais, alguém sabia muito antecipadamente que iria chegar a vez de Monchique... 

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