11 agosto, 2011

Contra a ociosidade, a mãe de todos os vícios...


(...) "Ali, nada fazia mais do que ocupar o corpo para distrair Minha Alma, arrumando e voltando a arrumar coisas que não tinha chegado a desarrumar. Caiando o posto de socorros, pintando móveis, pintando janelas e portas, para uns tempos depois voltar a caiar e pintar, mudando tons e cores para sentir, também, que alguma coisa mudava e era diferente naquele quase inútil ambiente. Era como se mudando as coisas as pudesse achar atraentes. Naquele dia, a acção da UNITA e os comentários à volta desse acontecimento foram o alento para a escrita. A carta seguiu ..."



(Pode aqui ler mais mais um episódio do livro que estou a escrever)

Na foto: Eu entretendo Minha Alma ( Angola-Nharea, Abril de 1970)