27 junho, 2012

...na praia, à hora das gaivotas


Na praia, à hora das gaivotas
Meu poeta
(Um deles)
Me dizia um dia
Que não há nada mais triste
Que um Não, dito
Numa sala vazia

De dentro
Sinto
Outro dito
Nada há de mais triste
Que um nome sozinho
Num percurso de um caminho

Hoje estive na praia
À hora das gaivotas...
Como me canta o Tim
E olhei as pegadas da gente, tanta gente
Pegadas correndo atrás de mim
As pessoas?
As pessoas voam
Oiço-lhes as asas...
Rogério Pereira