18 novembro, 2016

Os deprimidos (sinopse do conto)


Ando há muito com um conto metido na cabeça e é desta vez que me decido. Começa amanhã e termina (espero que termine) no domingo.

Sinopse:
Tudo se passa em 2090. As personagens, Bruna e Miguel, são um jovem casal. Ela gere um micro-oficio que administra dois deprimidos: Miguel entrega-se à mesma actividade mas a sua dimensão é já de maior responsabilidade pois emprega 26 deprimidos com diferentes escalões. Cumprem um horário generoso de 20 horas semanais o que lhes permite usufruir todos os benefícios de uma sociedade avançada, onde avanços tecnológicos inimagináveis reduziram ao mínimo o esforço humano e também a necessidade de trabalho. Este é assegurado por uma imensa prol de deprimidos, agrupados por diversos níveis de depressão. O primeiro nível é de elevada aptidão e competência, o nível 5 corresponde ao deprimido inútil que é segregado dada a falta de préstimo. O conto inicia-se com os primeiros sintomas de Bruna e o anúncio de uma quase certa gravidez.
É um conto que escrevo não como divertimento mas como um aviso. Muitos dirão que pinto o futuro de muito negro e que tal é impossível. Mas... o impossível é tão só e apenas aquilo que ainda não aconteceu. Por outro lado, haverá a tranquilidade de pensar que ainda faltam muitos anos para 2090 chegar.

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12 comentários:

  1. O que me "assusta", Rogério, é pensar que pode ser muito premonitório, o teu conto, embora este termo "premonitório" não seja lá muito do meu agrado... e não me sossega nada, mesmo nada, pensar que faltam muitos anos para 2090.

    Se eu não vivesse/escrevesse/existisse em função do futuro dos que se me seguirão, não seria eu... e também estaria, muito provavelmente, deprimida.

    Abraço!

    Maria João

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    1. Não quero deixar o medo, mas o aviso.
      E, minha amiga,
      estás excluída
      da depressão que se adivinha

      Os candidatos são hoje jovens e é entre a juventude que essa nova depressão (não a que conhecemos) se irá espalhar.
      Serão os efeitos, espero que não inevitáveis, da actual precariedade...

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    2. Eu sei, eu sei... em relação a esse ponto, estou atentíssima, há muito tempo, mas não sou uma boa contista, como tu... fico-me pelos poemas nos quais os versos "me fogem", quase sempre, em direcção à esperança... é como se qualquer coisa cá por dentro quisesse contrapor uma alternativa ao previsível...

      Outro abraço!

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  2. Não há como fugir ao progresso. Se, no futuro, as máquinas se substituírem totalmente aos homens, estes terão de se reinventar. Penso que a depressão não se cura com trabalho nem se contrai pela falta dele. É outra coisa...

    Mas, fico à espera desse conto.

    Lídia

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    1. Os "meus" deprimidos nada tem a ver com o que me diz.
      A questão nem é a marcha inevitável do progresso mas sim o acesso às vantagens que traz à humanidade. Desde a minha adolescência que me apaixona o tema progresso técnico vs progresso moral.

      Recomendo que leia a minha resposta à Maria João
      Recomendo também que saia do seu paradigma. O meu conto é de ficção cientifica...

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  3. Conto ou previsão de um futuro certo? Ainda bem que não chego a assistir...

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    1. Por muitos serem
      a assim fazerem
      é que os vindouros
      assim padecerão
      (gostava de não ter razão)

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  4. HORIZONTE XXI

    Se me permite a ousadia, que tal acrescentar ao conto um outro estrato social a que poderia chamar algo como "radicais livres", um grupo da população excluído mas que de alguma maneira encontrou uma forma de viver feliz, a construção deste estrato social deixo ao seu talento.
    O futuro sempre me apaixonou e ainda, penso que nasci demasiado cedo.

    Mais uma vez, a ousadia.
    Abraço livre.

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    1. Não me leve a mal
      mas não lhe antecipo o final
      ____________
      Sou do meu tempo
      não nasci nem tarde nem cedo

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  5. Amigo Rogério, sou fã de filmes e livros de ficção científica, portanto já estou um pouco "preparada" para o seu conto, vou ler com bastante interesse .

    Um beijinho

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  6. Passo a passo, construamos o futuro. Nós temos muito a dizer!

    Beijinhos, Rogério :)

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