15 novembro, 2016

Assad merecia que lhe fizesse uma "rogériografia"?

«RTP: Estive aqui pela primeira vez há quatro anos, e voltei agora. Está a vencer a guerra na Síria?

Bashar al-Assad: Só podemos dizer que vencemos a guerra quando restabelecermos a estabilidade na Síria. Não podemos falar em vitória enquanto houver mortes e destruição diariamente. Isso não significa que estejamos a perder a guerra. O exército está a progredir bem, todos os dias, contra os terroristas. É claro que ainda têm o apoio da Turquia, Qatar, Arábia Saudita e alguns países ocidentais como os Estados Unidos. Mas a única opção que temos a esse nível é vencer. Se não vencermos e os terroristas ganharem a Síria deixará de existir.»

Trazia a expectativa desta entrevista e ei-la. Em vez de os ouvir, tirei o som*. Digo-vos porquê. É que mais o que é dito o que conta é a sinceridade colocada no que se está a dizer. Nem sempre recorro às "rogériografias" para penetrar a mente. Senão vejamos:
  • o homem não passa o tempo todo com um sorriso alarve de como  não se passasse nada;
  • não debita como se estivesse vendendo banha-da-cobra;
  • os gestos são escassos e fala mais com as mãos do que com os braços;
  • olha o entrevistador com olhos de quem espera a pergunta.
"rogériografia" para quê? Trata-se de um cérebro normal, ponto-final!
Assad é um ditador? Bom, a isso já se referiu em tempos o Loureiro dos Santos...
____________________
*depois claro que fui ler, podem crer

6 comentários:

Anónimo disse...

Mais um douto relatório rogeriográfico...ou nem tanto, porque muitas vezes a observação clínica é mais do que suficiente para garantir um diagnóstico certeiro.

Abraço!


Maria João

Fê blue bird disse...

As suas "rogériografias" vêm a alma e isso para quem não a tem, como é o caso, é complicado ;)

Um beijinho

Rogerio G. V. Pereira disse...

Sobre se Assad tem alma, ou se é um desalmado
a "rogériografia" não detecta
mas basta que a Turquia, Qatar, Arábia Saudita e alguns países ocidentais como os Estados Unidos digam que não a tem
para que eu acredite no contrário.

Rogerio G. V. Pereira disse...

Neste caso, nem é clínica
basta saber entender a "linguagem gestual"

O Puma disse...

Cheira-me a pólvora

Anónimo disse...

... e faz parte, Rogério.Também a postura e a linguagem gestual fazem parte de uma boa observação clínica...

Outro abraço!