07 outubro, 2016

Serão inconsequentes os líderes se os liderados não só não cooperarem como agirem subvertendo os percursos traçados...

Reconhece-se que os aplausos são merecidos e a aclamação é o corolário de um processo que chegou a estar ameaçado. 
O eleito reúne (admito) todos os qualificativos exigidos e te-los-há provado durante anos. Mas tenho como certeza que se confrontará com pressões e, além delas, se cruzará com jogadas alinhadas com o objectivo de esvaziar a eficácia da sua liderança. Barroso não escondeu totalmente o que pensa quando refere (no Público de ontem) a importância de outros fóruns internacionais: «É disso exemplo o G20, onde  tive a honra de participar, que é hoje o mais importante fórum de decisão a nível económico no plano global». Não se sabe quanto se terá contido para não dizer do G7 algo muito parecido. Tresanda, pois, a cinismo as felicitações dirigidas a Guterres pois o que Barroso julga é que há fóruns mais importantes que a ONU...
Acresce, que não se deverá ignorar que a Europa fica mal em todas as fotografias, mesmo se haja pessoas que considerem Merkel com alguma fotogenia. 
Assim, há mesmo riscos elevados de serem inconsequentes as virtudes do eleito... 

5 comentários:

Anónimo disse...

...eu sei que as circustâncias têm um enorme peso sobre todos nós, mas... será que se as virtudes fossem assim tantas, tantas e tão "gritantes" Guterres ascenderia efectivamente a esse cargo?

Não quero ser demasiado radical, de forma nenhuma, mas acabei por dar comigo a perguntá-lo aos meus botões e, agora, partilho contigo esta minha pequena/grande dúvida. Por outro lado, tendo a responder que a inconsequência das suas decisões está praticamente garantida e que não vejo em Guterres um homem disposto disposto a "morrer" pelas suas convicções...

(convicções que, de qualquer forma, divergem das minhas/nossas)


Abraço!

Maria João

Rogerio G. V. Pereira disse...

Tens razão em tudo... mas a questão central do meu escrito é evidenciar que, mesmo que houvesse alguém disposto a morrer pelas suas convicções o seu destino seria mesmo a morte, pois as malhas contra a unidade das nações apertam e não dão tréguas...

Abundam os "barrosos"

Anónimo disse...

... é isso mesmo, Rogério, é isso mesmo... ainda que fosse alguém disposto a morrer pelas suas convicções, a inconsequência das suas acções está praticamente garantida, entendi perfeitamente e subscrevo as tuas palavras.

Outro abraço!

Lídia Borges disse...

Queria acreditar que Guterres não acredita nisso e tentará subir aquele poste ensebado, como o caracol surdo que, por não ouvir, nunca deixou de tentar, até que o topo se lhe abeirou.

Um bom domingo!

Lídia



Graça Sampaio disse...

Esse Barrosão nem para bifes dá,
pois não?!
E escusa de estar com efes e erres,
que el não qu ueria lá o Guterres...