04 outubro, 2016

Um ano de "geringonça"? Boa! Falemos então de esperança...


De há muito que sinto que chamar esperança à esperança é suficientemente confuso e complexo para lhe chamar assim. E não chega ter presente o dizer do nosso povo que diz ser a última coisa a morrer, para perder a relutância em lhe pronunciar o nome. Começa por me soar a atitude passiva, de esperar, e termina  naquela repetida exclamação, "queira Deus que me saia" enquanto se esgravata a "raspadinha" com aquela "fezada" dos já sem esperança em mais nada. Evitando referir-me a ela directamente vou-a referindo em frases batidas, tais como "Mudar o Mundo não custa muito, leva é tempo" ou "O impossível é tão só e apenas aquilo que ainda não aconteceu" não confessando ter a esperança que aconteça...

Em dia do primeiro aniversário da "geringonça" dou por mim a falar daquilo que gosto menos de prenunciar: a esperança. A culpada foi a Marisa Liz, quando diz:
«As pessoas que têm um sonho e vão atrás dele, inspiram-me. Dão-me esperança. (...)
A esperança está em tudo aquilo que consegues fazer, quando tudo à tua volta te diz que não consegues.»