Seria da mais elementar injustiça não referir que se trata da primeira página de "A BOLA". Capa da passada quinta-feira. Não li o jornal, nem trago para esta página analogias entre o futebol e a política (e por vezes dava jeito). Venho ampliar o apelo: "Por favor, não falem dos outros". E aos que lhes custa abandonar o vício mexeriqueiro sugiro: não fale dos outros, limite-se a apontar o que eles fazem, ou deixam de fazer. É o caminho mais curto de fazer um juízo de si próprio, da sua família, do seu clube, do seu partido, do seu lugar, do seu emprego, da escola do seu filho ou do seu neto, da sua câmara municipal ou do seu governo.
Personalizar a questão é fazer que ela perdure com outros nomes e depois dá-se conta que estará a dizer as mesmas coisas sobre pessoas diferentes. Concentre-se nas coisas e se achar necessário dar "os nomes aos bois" faça-o, mas só depois.

11 comentários:
Já ando com saudades de ver por aqui, os interregnos para coisas belas, isto tem sido só balelas...;))
Mais uma vez, subscrevo as tuas palavras, bem como o pedido de Luís Filipe Vieira.
Maria João
Não é realmente possível deixar de falar dos outros.
Apenas para fazer prova de vida e desejar que, por aí, tudo decorra normalmente.
Ainda na gravilha da curva, um abraço.
Só agora é que o Sr.Vieira descobriu isso!
No entanto,estou totalmente de acordo com o seu texto.
Um beijinho e boa semana
Eu sei, eu sei
que essas saudades são de quem quer andar permanentemente sempre, como eu, no laréu
Fica sabendo
que me dói
voltar as costas a coisas sérias
tristezas, lágrimas, poemas e misérias
e ter no ranking
mais de 600 posts para interregnos
para coisas belas
...e não será pelo nosso benfiquismo
(não sei sequer de que clube és...)
Sim, não é!
Mas há que fale apenas "deles"...
A maior prova de que é quase inevitável falar dos outros sou eu próprio que levei mais de dois anos a falar de Saramago.
Mas se bem reparaste, falava dele para falar de nós...
Sei que nunca derrapará
Que bom vê-lo por cá!
...e que bom ele o ter descoberto...
há milhões de portugueses que ainda colocam no outro
todas as culpas do universo
Nem eu, Rogério, rsrsrsrs... mas podes considerar que "torço" pela Briosa, já que o meu pai me levava a ver todos os jogos quando eu era pequenita... e, nessa altura, "torcia" alto e bom som, com toda a convicção...
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