06 dezembro, 2016

António Costa, os entrevistadores e nós, os telespectadores (continuação)


Dormia Cristo a sono solto e, para que não acordasse, tirei o som àquela coisa. Habituado que estou a interpretar comportamentos não verbais e a discernir o significado de um olhar de esguelha, de um sorriso inexpressivo e de mãos cerradas, foi, em certo sentido, mais esclarecedor ver isso do que se tal tivesse ouvido. Curioso, curioso, foi o facto de os dois, cada um em alturas distintas, terem assumido esgares mal contidos, músculos faciais tensos, sinalizadores de contenção de raiva. 
Surpreendido por se terem a tanto atrevido, fui validar o meu entendimento com insuspeitos especialistas
Entendimento validado, tive um alerta que me recomendava cuidado e me dizia «Não é suficiente perceber que alguém sentiu raiva, o mais importante é verificar o que essa pessoa fará a partir da raiva que sente. Alguém, diante da raiva, pode controlá-la, ressignificá-la e agir de forma assertiva.»

Assertivo seria, por exemplo, um deles, explicar a Maria Luís Albuquerque que não há assim grandes diferenças entre as acusações de António Costa e as conclusões do Tribunal de Contas.   
Eu por mim espero sentado, Ele, Cristo, espera dormindo.

2 comentários:

Anónimo disse...

Penso que vou fazer como tu e esperar sentada...

Abraço!

Maria João

Graça Sampaio disse...

Só lá para a eternidade... Esses pafiosos desses comentadores no canal dito público a encherem os bolsos à nossa custa em defesa do indefensável. Filhos da ... outra!