30 dezembro, 2016

Elegia ao ano velho. Ode ao Novo

Elegia ao ano velho. Ode ao Novo

Meu bom ano velho, que te vais
Cansado, trôpego, descomposto
Que não me fiquem teus ais
Leva para bem longe teu desgosto
E que ele não me apoquente mais

Sabes, velho tonto?
Em quantas das tuas 365 madrugadas
eu construía um sonho?
Em quantas das tuas 365 alvoradas
se me iluminava o rosto?

Sabes, velho refunfelho e travesso?
Sabes a esperança que te tinha, eras tu novo?
Sabes que lutei desde o teu promissor começo?
E o que sobra?, nem te conto
O que desse passado de esperança
eu não me esqueço
Sabes, velho safado?
Foste pouco novo
Mas esse pouco
Mesmo pequeno já foi tanto!

Vai,
Que eu fico e me renovo
Nesta mensagem em que me revejo
E que a todos endosso
BOM ANO NOVO! 

14 comentários:

Elvira Carvalho disse...

Gosto. Muito mais desta elegia do que do ano que se vai, e que espero não passar por outro igual tão depressa. A bem da minha sanidade mental. 365 madrugadas? Com a desta noite serão 366.
Sinceramente que 2017 seja um ano bom. Para mim, para si, para toda a humanidade em geral
Abraço

Edgar Pato disse...

Obrigado Rogério pela bela mensagem ,é linda e real. BOM ANO NOVO
Esqueçãmos o Velho |||

Catarina disse...

Feliz Ano Novo, Rogerio
Abraco

Anónimo disse...

Recebida e aplaudida, a mensagem que revelas na estrofe final do teu poema, Rogério!

Que seja um melhor 2017!!!


Maria João

Pata Negra disse...

A falar deste modo dum ano velho, até se fica novo, na certeza de que pró ano, este novo ano será velho, bom ano novo!

Olívia disse...

O calendário assim "partido" permite que se chame novo a um tempo mais que velho. Se o que aí vem pode ser outro? Esta é a hora de acreditar que sim e esperar que as próximas 365 alvoradas sejam de "sol", sobretudo para os mais castigados pela sombra.

BOM ANO!

Um beijo

Lídia

Fê blue bird disse...

Uma mensagem que sinceramente desejo ver realizada para bem de todos . E que a poesia nos acompanhe sempre!
Um beijinho amigo Rogério, até 2017!

Rogerio G. V. Pereira disse...

Sempre atenta!
E eu, que não tenho emenda
(que a humanidade a tenha)

Rogerio G. V. Pereira disse...

Não, meu caro amigo, vizinho e camarada
não o esquecerei, nem por nada

Rogerio G. V. Pereira disse...

Feliz Ano Novo, Catarina
Abraço

Rogerio G. V. Pereira disse...

Será,
sei que farás por isso
Sabemos, que ambos faremos
e que, connosco
estarão muitos, muitos mil
para retomar Abril

Rogerio G. V. Pereira disse...

Meu caro,
Do Ano Velho, coitado
Não se siga
No Ano que se aproxima
O antigo, reciclado.

Abraço extensivo à tua vara

Rogerio G. V. Pereira disse...

Aos castigados pela sombra
alumiemos
com tudo aquilo que faremos

BOM ANO

Um beijo

Rogerio G. V. Pereira disse...

Que assim seja, meu Pássaro Azul

Até amanhã

Beijito