27 janeiro, 2018

AUCHSWITZ-BIRKENAU: Eu lembro um filme, que ainda não sei se acaba bem...

(reeditado)
A memória é selectiva, até mesmo a dos povos. Registo, apreensivo, que nunca como este ano foi tão elevado o número dos que recordam o holocausto. Temo que seja por medo. Medo que a história se repita. Eu comungo dos receios e, pelo sim pelo não, recordo cenas da libertação. Lembro um filme, que ainda hoje não sei se vai acabar bem...

Crianças, Auschwitz-Birkenau, Polónia, 27 de janeiro de 1945 (imagem da net)
Mais de 230 militares soviéticos morreram para libertar o campo de concentração...

7 comentários:

alfacinha disse...

o filme começou como um drama e acabou com certeza como um verdadeiro horror.
Abraço

Maria João Brito de Sousa disse...

Mesmo sendo selectiva a nossa memória, afirmas que "nunca como este ano foi tão elevado o número dos que recordam o holocausto".
Penso que alguns o recordarão para que nunca se repita e, outros, por medo de que venha mesmo a repetir-se.
Neste último caso, não será por medo de que venha a repetir-se numa versão abolutamente literal, mas numa outra mais adequada aos tempos que correm. Encontro-me, muito frequentemente, entre estes últimos.

Abraço

Rogerio G. V. Pereira disse...

Devia ser passado nas escolas...

Rogerio G. V. Pereira disse...

«...alguns o recordarão para que nunca se repita e, outros, por medo de que venha mesmo a repetir-se»

Mas há também os que falam porque os outros também vão falando... o que não sendo mau, dá testemunho da precaridade com que debate a memória

Elvira Carvalho disse...

Penso que se deve recordar, para evitar que volte a repetir-se, se bem que não sei se recordá-lo chegará. A história é ciclica e tende a repetir-se.
Um abraço e bom Domingo

Rogerio G. V. Pereira disse...

A História repete-se sempre, pelo menos duas vezes...a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa...

esperemos que a farsa não traga
uma irreparável desgraça

Maria João Brito de Sousa disse...

Quase tudo se vai debatendo com muita superficialidade, infelizmente, Rogério... a literatura vai passando pelos mesmos caminhos. Pelo menos esta, que pelos cibernéticos espaços vai circulando, quase sempre apostada na emoção fácil de sucesso garantido...