06 janeiro, 2018

Os CTT, o fecho dos balcões e... ah, pois!... as privatizações

O que aqui trago é texto antigo mas não antiquado. Data de 2011, em Maio.
A imagem mostra Passos Coelho a contrariar Jerónimo...
Por essa altura, escrevia eu assim:


«Os que me leem - e os que agora chegarem para o fazer - sabem (ou ficam a saber) o meu gosto em brincar com as palavras, não para lhes alterar o sentido, mas para esmiuçar o seu sabor e peso.
Sim, porque as palavras, independentemente do ar e da entoação com que são ditas podem ser doces ou amargas, leves ou pesarem chumbo. Pois foi brincando com as palavras que, num comentário a um blogue de pessoa amiga, escrevi que o discurso político carece de ser analisado tendo em conta a necessidade de discernimento entre "A substância da coisa e a coisa da substância" e de quando se falar de uma ser quase criminoso (porque manipulador) não falar da outra.
Contrariamente ao que possam pensar, o post de hoje é sobre isso. A alusão ao debate de ontem vai ser meramente ilustrativo da minha figura de estilo... (ver vídeo)

A SUBSTÂNCIA DA COISA (coisa política, claro)

Todos os conteúdos são definidos por uma substância, se não física e tangível, pelo menos demonstrável (frequentemente com recurso à frieza dos números). Por coisa deve entender-se o domínio a que o conteúdo diz respeito. Uma coisa é falar de galhos outra é de bugalhos. O valor atribuído não é exterior à substância da coisa. Depende dos interesses que se reúnem em torno e que frequentemente disputam a substância. Nada melhor do que um exemplo: AS PRIVATIZAÇÕES enquanto substância. Privatizar qualquer coisa: OS TRANSPORTES, A ENERGIA, O GÁS, OS CORREIOS, A ÁGUA, etc. Discutir a substancia da coisa implica, naturalmente, compreender as funções do Estado em confronto com os interesses privados que tomarão conta da coisa. Como a discussão se passou e quais as ideias em jogo, podem ver no vídeo junto. Compreenderão como os sujeitos em confronto discorrem e, até, formularem uma opinião (logo no inicio, mas mais detalhadamente a partir do 27º minuto) »
E depois continuava, em densa prosa, que agora não vindo ao caso substituo pelo vídeo que é, sublinho e noto, um verdadeiro documento histórico!

1 comentário:

Maria João Brito de Sousa disse...

Aproveitando para te apresentar a minha nova identidade virtual "googleriana", informo que estou de saída para mais uma consulta de urgência, mas que espero voltar ainda hoje para rever a substância da coisa e a coisa da substância. Entretranto, partilho e deixo o abraço de sempre.