26 fevereiro, 2018

A guerra na Síria e a (minha) explicação de como se chegou até aqui.

O "até aqui", como ponto de situação na Síria, podia ser dado por um mapa, ou pela situação no terreno ou ainda pelo desenhar da esperança, na sequência de diligências diplomáticas a ocorrerem no contexto de um cessar-fogo, deste agora ou de outro.
Temo que nenhuma dessas possibilidades possa dar, de facto, o retrato do "até aqui" a que se chegou e como tudo isto começou.
A sistemática e dramatizada imagem dos efeitos da guerra com que a televisão portuguesa abre todos os noticiários, sempre a colocar o regime sírio na a origem de todos os males e desumanidades, se em nada contribui para a compreensão do conflito dá, no imediato, sinal inequívoco de que é Bashar al-Assad o odioso e, por isso, o alvo a abater.

Se há textos que possam dar algum contributo para entender o que se passa, eles têm vindo a ser publicados à margem da imprensa, como é este o caso.

Sobre como tudo começou, repito um texto antigo (Agosto de 2011) até por fazer referência a um testemunho que os acontecimentos viriam, mais tarde, a confirmar:
Uma "guerra humanitária" à Síria? Escalada militar. Rumo a uma guerra mais vasta no Médio Oriente-Ásia Central? "Quando retornei ao Pentágono em Novembro de 2001, um dos oficiais militares superiores teve tempo para uma conversa. Sim, ainda estamos em vias de ir contra o Iraque, disse ele. Mas havia mais. Isto estava a ser discutido como parte de um plano de campanha de cinco anos, disse ele, e havia um total de sete países, a principiar pelo Iraque e então a Síria, Líbano, Líbia, Irão, Somália e Sudão". (General Wesley Clark)

6 comentários:

Maria João Brito de Sousa disse...

É excelente, este vídeo!

Abraço

Rogerio G. V. Pereira disse...

...é, sobretudo, esclarecedor!

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Creio que começou ainda um bocadinho antes, Rogério, mas nunca teráiamos chegado a este ponto se Trump não tivesse chegado à Casa Branca e estivesse apostado em desencadear uma guerra naquela zona do globo, tendo como epicentro o Iraque.

Elvira Carvalho disse...

Já conhecia o vídeo que acho muito elucidativo.
Abraço

Maria João Brito de Sousa disse...

Por isso mesmo. Por isso mesmo o considero excelente.

Anónimo disse...

Ainda há quem pense que Trump tem algum poder, olham para o palco e não para os bastidores onde tudo permanece igual, independentemente da peça em cartaz.
Não esquecendo aquele artigo de jornal que por aqui lhe deixei num comentário, primeiro só para saber que Passos nunca foi ao mesmo "sítio" de Costa e Rui Rio portanto, tinha de sair, tal como Seguro.
Seguro foi convidado mas chumbou no "exame" ;)
Manuela Ferreira Leite foi ao mesmo "sítio" e apoia quem? ;)
Até o dos "beijinhos" passou por lá... uma lista deveras interessante e que explica muita coisa. Por exemplo aquele que ia sair e voltou e toda a gente gozou mas os "patrões" sabiam que ainda não tinha chegado a altura para poderem ter a dupla "geométrica".
A água é para privatizar mas, o pior, é aquilo que "ele" já anda a falar, mudanças na Constituição e, com uma dupla tão boa, os "patrões" contam com um "trabalho bem feito".
Na Europa, se não fosse o contratempo do Referendo inglês, as Constituições continuam na Agenda e, claro, ainda ninguém saiu e trunfos na manga não lhes falta.
Se for preciso um novo Referendo ou rebentarem com o sistema financeiro para criarem a nova moeda virtual, "coisas boas" não lhes falta e, Trump, para eles, tem sido uma pedrita no sapato, enquanto outros como Passos ou Seguro, apenas poeira porque grãos de areia só noutros países, não aqui mas, até aqui, têm esmagado todos (basta comprar, pressionar ou escolher, de borla, entre ingénuos e ignorantes).

Se, hoje, esta entrevista de 2013, num vídeo de 2015 não for entendida, é sinal que nunca vão entender a "geometria" ;)

https://www.youtube.com/watch?v=D8GZDd9ENBI
The Nazi Roots of The EU and The Bilderberg Group

isa