18 julho, 2018

Mandela (100). Hoje e sempre!

imagem retirada da net
Parece haver unanimidade, mas sabemos que não é (nem nunca foi) sincera. Foi até hipócrita.

Sabemos que houve (e há) gente que juntava as palavras por ele ditas e as expunha (e expõe) com falsas lágrimas preparando-se para a assimilação romantizada da sua figura, da sua luta e da sua importância histórica. Não faltaram t-shirts, mochilas e outra bugigangas a eternizar-lhe o sorriso num mercantilismo estudado. Como o não podiam omitir, assimilaram-no. Reduziram-lhe a expressão da verdadeira dimensão, neutralizaram-lhe o exemplo que foi (e é) a forma segura de não ser seguido. 

Adore-se o nome, nem importa o resto. Venere-se, pois venerar é o meio caminho entre o querer ir e o ficar parado...

Não esquecer que Mandela foi um homem com partido. Com o partido, geriu a luta quando era a hora de lutar e geriu a paz quando esta era a solução.
Que nos fique o legado da sua enorme sabedoria; como espelho, o seu olhar. Que nos fique sobretudo a memória dos gestos e o exemplo do feito, mais que a palavra!
Que nos fique a História!
"Cuito Cuanavale foi a viragem para a luta de libertação do meu continente e de meu povo do flagelo do apartheid"

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