08 julho, 2018

Nunca, em 78 anos, o Mundial se decidiu com Brasil e Argentina de fora (como se tal fosse verdade...)

«Há um talento natural no futebol. Mas quando vemos as cifras que se gastam, principalmente na Europa, então nos damos conta que nossas disponibilidades são ridículas. Real Madrid e Barcelona devem gastar mais com salários no ano do que o futebol uruguaio em toda a sua vida. Então, esse é um fenômeno que dá charme ao futebol: apesar do dinheiro, times com recursos escassos podem ter sucesso.»
Este Campeonato do Mundo desmente as palavras acima, de Pepe Mujica, ex-Presidente do Uruguai, uma seleção que ficou, além do Brasil e da Argentina, pelo caminho. 
No Continente Europeu há muito que não se pratica futebol enquanto desporto. Futebol é, sobretudo, negócio e forma de promoção de nacionalismos bacocos... tudo à custa do bom futebol que vai cooptando a outros continentes. Uma das negociatas que dá proveitos é a promoção de duplas-nacionalidades...  

No Campeonato da Europa, em 2016  (e a realidade não se terá alterado muito):
« (...) para o cenário geral, dos 552 jogadores que vão (foram) ao Euro, 128 têm dupla-nacionalidade, o que corresponde a quase 25%. A França e a Suíça são as selecções que mais jogadores têm nesta qualidade, num total de 14. Na selecção francesa destaca-se, por exemplo, o antigo jogador do FC Porto, Mangala, que também tem nacionalidade belga, ou a estrela da Juventus Paul Pogba (Guiné-Conacri). Na Suíça, há jogadores com origem muito diversa, desde o Chile (Ricardo Rodríguez) ao Kosovo (Behrami e Shaqiri), passando por Cabo Verde, onde nasceu o antigo jogador do Sporting, Gelson Fernandes.
No pódio está ainda a Bélgica, com 12 jogadores nestas condições, sendo que seis deles têm passaporte da República Democrática do Congo, incluindo o valioso trio de avançados: Lukaku, Benteke e Batshuayi.»
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Tendo lido há pouco isto, o Mundial agravou o Euro.
e Maradona pode ser até apresentado como cromo
mas sabe da poda. Ó se sabe!

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