05 fevereiro, 2024
03 fevereiro, 2024
OS AGRICULTORES CONTINUAM EM PROTESTO.... E O PCP ATÉ JÁ FALOU EM "DITADURA DA DISTRIBUIÇÃO"
"403 mil toneladas de laranjas saíram dos pomares portugueses em 2018. Portugal teve, no último ano, a maior produção de laranjas dos últimos 33 anos. Contudo, o aumento da produção trouxe excesso de citrinos ao mercado e fez cair 20% o preço no produtor. Enquanto isso acontece, o Pingo Doce vende laranja importada, e não se importa nada. Quem distraidamente lê o rótulo julga tratar-se de laranja do Algarve, mas em boa verdade, esta laranja chegou de fora, da vizinha Espanha, transportada com elevada pegada ecológica...
Mas não se pense que a coisa fica por aqui. Outro caso. Uma garrafa de água num país onde ainda a vai havendo, não se dando prova de que não haja falta, é importada de... França e percorre inimaginável distância.
Se é verdade que o sector dos transportes continua a ser um dos sectores de actividade com maior consumo de energia ele também é, em consequência, um dos que mais contribui para as emissões de gases com efeito de estufa.E não se pense que fui à procura de casos extremos. Eles apenas ilustram duas situações extremas de como as grandes superfícies não só concorrem para agravar as condições da produção nacional não a escoando, como também, com as suas políticas comerciais, concorrem para o aquecimento global.
02 fevereiro, 2024
NA AGRICULTURA, A LUTA CONTINUA
CNA e Filiadas convocam «Marcha Lenta de Tractores e Agricultores» em Vila Real
O Governo está a procurar colocar água na fervura, mas não responde às exigências dos agricultores. Como tal, a luta continua e no dia 7 de Janeiro irá realizar uma marcha lenta de tratores e agricultores para Vila Real.
Na senda do que tem sido a demonstração de insatisfação o Governo tem feito o que sempre fez: prometer. O problema é que não cumpre e os seus compromissos estão bem alinhados com os interesses da grande distribuição e do agronegócio, antagónicos aos interesses dos agricultores.
Esta semana o Governo lembrou-se de acenar com uns milhões para ver se continha a insatisfação. A questão é que, assim como a CNA afirma, os agricultores «só vêem tostões». É a realidade que assim o confirma, uma vez que «a única medida que poderá entrar em vigor de imediato é o desconto do ISP no gasóleo e tudo o resto não passa de um caderno de encargos para o próximo Governo».
Ficando por resolver todos os problemas, a única forma dos agricultores estarem é a lutar. Por isso mesmo, a CNA, com as suas Filiadas, vai realizar, na próxima quarta-feira, 7 de Fevereiro, pelas 10h30, uma manifestação em Vila Real, por melhores rendimentos e preços justos à produção, na defesa da produção nacional, da Agricultura Familiar e dos Baldios.
Artigo publicado pelo AbrilAbril
01 fevereiro, 2024
A AGRICULTURA SAI À RUA... E TEM VITORIA CURTA NESTA SUA LUTA
O Partido Comunista Português (PCP), que concorre às eleições legislativas antecipadas de 10 de Março de 2024, em coligação com o Partido Ecologista Os Verdes (PEV), na CDU – Coligação Democrática Unitária, apresentou o seu programa eleitoral no passado dia 25 de Janeiro. E apresenta como opção estratégica “uma política agrícola que, a par da racionalização fundiária pelo livre associativismo no Norte e Centro, tenha por eixo central uma profunda alteração fundiária que concretize, nas actuais condições, uma reforma agrária nos campos do Sul, liquidando a propriedade de dimensão latifundiária“.
Os comunistas defendem ainda que se “condicione por lei o acesso à terra pelo capital estrangeiro”, uma política agrícola que “trave a exploração intensiva, predadora dos solos e das reservas de água (superficiais e aquíferos), e a especulação imobiliária “turística” e assegure o bom aproveitamento das potencialidades agrícolas do Alqueva e de outros regadios e obras de engenharia agrícola, tais como o Azibo, Vale da Vilariça, Vouga, Mondego, Lis e Cova da Beira, com a concretização de um outro plano nacional de regadios que assegure disponibilidades de água para a produção de alimentos, com a definição de regras concretas nas novas áreas a regar, culturas, formas de exploração, tipologia de investimentos e investidores, que garanta ao mundo rural o acesso às redes de telecomunicações (incluindo Internet) indispensáveis à concretização dos seus projectos”
Do texto publicado no site "Agricultura e Mar"



