E logo, quando cada badalada for ouvida,
das doze que serão escutadas,
não esqueçam de juntar aos vossos doze desejos,
palavras minhas, aqui deixadas:
Que cada desejo não entregue ao tempo anseios
que dependem de vossos gestos.
O tempo nunca resolveu nada
que os povos não tenham querido resolver.
Que cada um saiba o que de importante pode e deve fazer.
Que a sabedoria vos ilumine.
E desejo-vos a vós e ao Mundo todo
Um BOM MUNDO NOVO
31 dezembro, 2021
E QUANDO SOAREM AS DOZE BADALADAS, LEMBREM-SE!
30 dezembro, 2021
NA PROXIMIDADE DO FIM DO ANO, ALTURA DE BALANÇO - III
Do que foi o ano que está prestes a findar-se, tenho vindo a fazer balanço.
Não foi um ano fácil. Não é fácil passar ao lado da memória. Não é fácil evitar a solidão, enfrentá-la, enxotá-la ou passar a toda a hora por cima dela. E é aqui que cabe referir a importância do apoio de um colectivo. Desde logo a família. Toda. Da mais distante à mais chegada. Família sem quebras, nem rupturas. Família de afectos de filhas, genros e netos, para apenas referir os mais próximos...
Não foi um ano fácil, e falando de colectivos, não podia ignorar o apoio do meu Partido, onde esse apoio foi até comovente. Apoio, não apenas nos abraços e sentimentos, mas também na compreensão de não ser o tempo para continuar sobre os meus ombros a carga de responsabilidade que sobre eles, voluntariamente, pesava. E diga-se que todas as responsabilidades que passei a dividir com outros camaradas, passaram para gente jovem, muito jovem, com menos de metade da minha idade.
Não foi um ano fácil para o meu corpo, tomado por doença cancerígena que enfrentei e a qual, tudo leva a crer, não me vai deixar sequelas. Tal, graças à minha médica de família e ao profissionalismo (tão humano) do urologista que, por sorte minha, me veio a fazer o que era importante que me fosse feito.
Feito o balanço, elejo, a minha família, o meu Partido, o SNS e a classe médica, as figuras do ano.
29 dezembro, 2021
EDITAR O LIVRO (CONFORME COMPROMISSO ASSUMIDO)
Ontem assumi publico compromisso de editar um livro. Uma mão cheia de contos. Tenho matéria-prima para tal tarefa, mas há ainda muito trabalhinho em cima dela. Desde logo, limar-lhe arestas. Depois, expurgá-la de palavras "cabeludas". De seguida, pôr as crianças das escolas a ilustrar cada história e falar com a editora...
Da mão cheia de histórias, além do conto "O CARACOL MOLE E O ESCARAVELHO SEU CONSELHEIRO", contado ontem, seleccionei mais estes.
A FLAUTA (AQUELA QUE AGORA ME FAZ TANTA FALTA)
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O AVIÃO DE PAPEL
«Ele comprara o jornal e sentou-se na esplanada no lugar em que sempre se sentara. Sem se afundar na leitura, ia percorrendo as páginas até que encontrou um título de merecido interesse. No preciso momento em que ia começar a lê-lo, teve a impressão de que estava sendo vigiado. E estava. À sua frente (...)»
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UM ACONTECIMENTO REAL (COM SABOR A NATAL)
«Como frequentemente acontece, cruzei-me com ele na escada. Desta vez ia ele de saída. Sorri-lhe, saudei a mãe e afaguei o cão. Ele olhou-me, sério, com um ar entre o tímido e o curioso. Levantei a mão à altura do ombro dele e pedi-lhe, "Dá-me cinco!"
Como sempre acontece, ele fixou-me, esperou um momento e, sem alterar a expressão, correspondeu ao pedido esboçando um pequeno sorriso, o sorriso de sempre.(...)»
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E PRONTO, AGORA É DAR CORDA AOS SAPATOS
28 dezembro, 2021
NA PROXIMIDADE DO FIM DO ANO, ALTURA DE BALANÇO - II
O balanço do ano, sobre este tema, só se completará amanhã. Tudo terá começado antes, mas foi em Outubro de 2019 que sofreu grande impulso. Primeiro, ao ser encenado. Depois pelo manifestado apreço e por este comentário deixado:
Parabéns, senhor Autor, nem sabe como estou encantada!
Agora é continuar.
Escriba que encanta crianças, não deixa a escrita parada. Siga a escrita para pequenos, que até os adultos gostam
Aprendemos que a ambição, desmedida e sem noção, faz-nos andar para trás. Assim foi o caranguejo dotado, mas não deve ser o nosso Fado… :)
Venha daí outro livro…
ajuda a formar quem cresce e, aos outros, rejuvenesce!!