11 outubro, 2010

Um elefante deve comer-se aos bocados - introdução

Tratado de Lisboa - imagem da cerimónia da sua assinatura:
"assino consciente de que será o povo a pagar esta ???"
(palavra ilegível)... --

Estamos fartíssimos de saber que o poder deixa de o ser se não tem uma imprensa favorável. É deplorável? Pois é, mas é assim e assim será enquanto aceitarmos que assim seja. Assim será porque andamos poemando ou com outros mangando. Assim será porque para o lado andamos a assobiar ou nos divertimos a viajar. Assim continuará a ser porque a vida deverá ser dois dias em cheio e já passou um e meio. Ou ainda, como dizem os "deolinda", assim será porque me doí a cabeça...
Crise? Europa? Montes de economistas, paletes, himalaias, contentores deles ocupam páginas com suas visões e, por isso, aparecem com igual intensidade em todas as televisões. Se há um pequeno desvio sobre as suas sábias teses, soltam-se em redobrado alarido num uníssono discurso por todos igual parido... Que fazer?
Por mim, vou dar eco a outros economistas. Vou postar uma série de textos de um grupo deles. Eles, tal como, eu estão aterrorizados. Fizeram um manifesto grande, enorme, maior até que um elefante. Como aprendi que um elefante não se engole inteiro, vou dá-lo de comer aos bocados. Este é o elefante.(*) Os bocados que parti, são estes:
  • Mentiras muitas vezes repetidas são verdades cientificas irrefutáveis (ou as 10 falsas evidências que justificam medidas socialmente injustas...);
  • As verdades repetidas são consideradas "cassete" (ou 22 medidas que poderiam levar Portugal a discutir outro orçamento)
  • O rabo é o mais duro de tragar (ou, porque é que ninguém discute estas coisas)

(*) Refiro-me, naturalmente, ao "Manifesto dos Economistas Aterrorizados" que a Associação Francesa de Economia Política lançou e que pode ser lido na integra entrando no link