23 outubro, 2010

Ainda há arame farpado, por muito lado...

Foi mais ou menos isto que escrevi numa réplica a um poema da Salate Catae.
De lá também trouxe aquela neblina, o arame farpado e
aquelas duas gotas de orvalho, lado a lado...

13 comentários:

caminhante disse...

por vezes, é assim. separados na vida juntos numa outra caminhada. por vezes, a vida não nada fácil...

[acho um mimo a maneira como "nos" comenta... cada comentário seu mostra que não só "nos" leu...deu-se também ao trabalho de ir mais fundo, de "nos" interpretar. como um psicólogo - mas um psicólogo dos bons, que ele há para aí alguns que valha nos deus]

abraçinho...

acácia rubra disse...

Simplesmente lindo de tanta ternura, apesar do arame farpado.

Beijo

folha seca disse...

Rogério
Já não sei bem o que aprecio mais, se a sua capacidade de transformar os seus textos em "coisas" entendíveis (mesmo nas mais complicadas) ou na sua capacidade de fazer um poema nas outras (que afinal são as mesmas). Tal como Saramago fazia um poema e escrevia um livro.
Quero confessar-lhe uma coisa. Por razões de falta de tempo, alguns problemas de saude e muita mandrieira à mistura a minha participação nas discussão colectiva em que devemos estar empenhados (especialmente as pessoas de "boa vontade" e eu acho sou dessas)limita-se à blogosfera e pouco mais, no entanto começa a notar-se a existência de alguns "arames farpados" que tendem a separar-nos por alguns preconceitos ideológicos.(claro que me refiro à blogosfera em geral, ou áquela que frequento) Espero que seja só impressão minha.
Abraço

Anónimo disse...

Poder-se-á dar o caso de o arame farpado estar sobre um ribeiro. Nesse caso a terra não os juntará.
hehehehehe
:)
Um bom fim de semana

flor de jasmim disse...

Caro Rogério

Eu sou daquelas que todos os dias me interrogo,ou por a minha profissão (contabilidade) ou por o (magalhães) cá em casa ser partilhado com um dos seus mais fieis seguidores e estas coisas não me passam ao lado,todos os dias me deparo com arames farpados, mas também penso que existe mais separação por preconceitos...não haverá um corta arame que acabe com eles de vez.

Abraço

lolipop disse...

Não gosto de arames farpados
porque neles
não crescem flores
não pousam os pássaros
e mesmo as gotas de orvalho
forçam a queda
pra não sentirem
o frio cinzento
da separação.
Beijos

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

Agora é bolinha de papel, bexiga d'água que caem sobre as cabeças! E como ficam as mentes neste processo?

um bom domingo amigo Rogério!
abraços

A CHISPA ! disse...

Da mesma forma que os pingos de orvalho na terra se juntam,e vão ajudar à transformação da natureza, também nós temos de nos UNIR em torno de uma politica revolucionária que nos leve a transformar o inferno social em que vivemos, num paraíso onde todos recebam segundo as suas necessidades.

Passem pela "A CHISPA!" ou por "classecontraclasse.blogspot.com" e comentem os seus artigos.

Saudações Cordiais
A CHISPA!

Tite disse...

Uma resposta sensível e à altura de um grande poeta.

Abraços comovidos

heretico disse...

belissimo poema!

quem disse que os muros cairam?
tornaram-se apenas mais sofisticados.

abraços

Malu Machado disse...

Rogério, Que delicadeza. Que profundidade. Imaginei duas pessoas que se separam. Dor de arame farpado. As duas saem ragadas, marcadas. O mesmo pranto em meio a diferenças de quem um dia pretendeu-se andar de mãos dadas. Só o tempo para unir essas lágrimas de sal.

Bonita de mais essa imagem.

Beijo grande,

Anónimo disse...

Meu coração se enche de ternura com palavras tão lindas para uma imagem igualmente bela.

Obrigada pelo carinho com que sempre me trata e saiba que é recíproco.

bjs querido e ótimo final de semana.

João de Jesus disse...

Belo, de todo completamente BELO. São estas palavras que dão alento à compreensão do que por vezes não expressamos mas sentimos... parabéns ao autor. Abraço fraterno.