20 novembro, 2011

Homilias dominicais (citando Saramago) - 58

Um livro de poemas: "No Espanto das Mãos - O Verbo"...
Estive para lhe dizer que criou, hoje, a grande responsabilidade de não parar mais de escrever. Nada disse sobre isso.
Receei, que naquele momento, se apagasse o seu sorriso...  (ainda que admita que ele pudesse ainda mais se alargar, se lhe falasse das suas espantadas mãos) 

HOMILIA DE HOJE
“As mãos são dois livros abertos, não pelas razões, supostas ou autênticas, da quiromancia, com as suas linhas do coração e da vida, da vida, meus senhores, ouviram bem, da vida, mas porque falam quando se abrem ou se fecham, quando acariciam ou golpeiam, quando enxugam uma lágrima ou disfarçam um sorriso, quando se pousam sobre um ombro ou acenam um adeus, quando trabalham, quando estão quietas, quando dormem, quando despertam.”

 José Saramago, “Intermitências da Morte”
 Foto tirada por mim, hoje, na apresentação do livro da Lídia Borges