05 outubro, 2014

5 de Outubro: um olhar republicano sobre o outro lado do oceano

«Bombardeado todo santo dia pela grande mídia com notícias negativas do governo (...), o leitor acaba assimilando as informações distorcidas e tendenciosas como se verdadeiras fossem.» (ler aqui)

Por cá, a imprensa portuguesa segue a brasileira. A imprensa escrita usa os despachos das agências que abastecem as redações dos jornais brasileiros. Os comentadores encartados, nas colunas de opinião, citam a Veja, a Folha e o Estadão... os telejornais passam imagens da Rede Globo e imitam o que se lá se faz e dizem ouvir o povo. O DN de hoje trás uma primeira página expressiva e dez mil caracteres explicando o inexplicável, à luz da sua própria argumentação: Dilma vai ganhar, não importa se na primeira se na segunda volta.  Mas não é só a imprensa portuguesa que faz fogo à peça. Passo a citar um desmiolado que deixa o seguinte recado: "Cinco razões para não escolher Dilma - lista a Forbes. Hoje é um dia triste para o Brasil, entra em recessão técnica e a verdade é que o Governo falhou e deixa uma herança pesada - lamentava anteontem a The Economist. Sondagens mostram Marina Silva a derrotar Dilma - celebrava Wall Street Journal.(...) Marina (...) tem conquistado perfis de página inteira no Financial Times e insistentes reportagens nas televisões globais."

Mas então, como é que Dilma se afirma? O que eu acho, é que se afirma pelo que é dito no vídeo abaixo...