14 outubro, 2014

Do Nordeste Brasileiro, há várias imagens que me povoam a memória... Das últimas, "Roque Santeiro", não vou esquecer


 A novela foi, para muitos um puro divertimento, para outros a percepção de uma realidade distante

Só alguém com uma cultura e sensibilidade enormes, só alguém que fosse profundo conhecedor da realidade do Nordeste, só alguém assim poderia escrever um texto como o da novela "Roque Santeiro". Dias Gomes era seu nome. A novela culminou, diria, o meu enfeitiçado apego a uma terra que nem conheço, a não ser pelos livros. Primeiro, foi Josué de Castro ("Sete palmos de Terra e Um Caixão", a "Geografia da Fome", "O Ciclo do Caranguejo"). Depois seguiram-se outros: Graciliano Ramos (Vidas Secas, o filme e o livro); João Cabral de Mello Neto (Morte e Vida Severina) e Jorge Amado (tantos)... e ainda tenho na memória a descoberta de Portinari.

O Nordeste brasileiro, e nele, o Maranhão, não sendo o que já foi, não terá mudado muito... mas uma coisa é certa: agora vai mudar. Se a realidade é complexa? é! Se Governador eleito terá feito pacto com o diabo?, não desminto! Mas se o Nordeste mexe? mexe!, disso eu tenho a certeza...

Pintura de Candido Portinari, da net