03 março, 2014

Lutando contra a rejeição liminar da discussão que tarda, exactamente desde 1997

imagem extraída de um folheto de 1997, leitura obrigatória

Os comentadores encartados fogem dos cenários, simples hipóteses que sejam, que possam servir para aprofundar questões técnicas e políticas sobre as consequências de permanecer ou sair. Na altura própria (1997) fizeram o mesmo e voltaram as costas ao referendo. Hoje continuam, uns porque ficaram expostos ao reconhecimento do erro e à assumpção da responsabilidade de ter empurrado o país para este rumo desgraçado. Outros, porque não são mais que zelosos representantes dos credores e dos que vão engordando com o cerco das inevitabilidades. Acabarão por entender-se? Sim, como sempre... o objectivo de uns e outros é prolongar o baile de máscaras de agressivos discursos desentendidos, mas que no fundo preservam o mesmo!  Ambos usarão a rejeição liminar da discussão necessária e concentrarão a discussão em aspectos marginais. Dirão de outras propostas que são irrealistas, radicais, irresponsáveis e não sei que mais. Tiremos-lhes as máscaras: É que só há dois caminhos: "Ou se desvaloriza a moeda ou se desvalorizam salários. Não há milagres!"