13 março, 2014

A Igreja, um aniversário e um funeral... registo, para memória futura

O ANIVERSÁRIO

"Este Papa, o seu discurso e a sua conduta parecem desejar outro modo de ser Igreja, recuperando a expressão "revolucionário" para o trânsito das ideias comuns, como necessidade e como urgência. E di-lo e fá--lo com a simplicidade de quem ainda acredita na força de um humanismo redentor. Devo dizer aos meus Dilectos que este Francisco redespertou-me ressonâncias antigas, como as da reflexão colectiva e da releitura daqueles, como Bertrand Russell (Por Que não Sou Cristão), cujo ateísmo ou agnosticismo não dificultou a pesquisa do sagrado para o reencontro com a própria condição..."
Escrito, citando Baptista Bastos, em Julho 2013
O FUNERAL

"Mas dói ver a Igreja (que rejeita estar limitada à sacristia) remetida à missão de ir colando os cacos da alma que este regime vai destroçando."
Um texto meu, de Fevereiro de 2013

8 comentários:

Barbara disse...

Na história , sempre foi fácil, muito fácil, para Papas, cardeais, bispos, padres, defenderem quaisquer idéias.( Defenderem ou ofenderem)
Eles têm boas refeições ao dia, um teto no mínimo razoável, suas despesas pessoais pagas , médicos particulares , transporte e tudo o mais que a maioria dos cristãos não tem .
Césares e...a César o que é de César ( isso caberia ?)
O carisma e o estilo renovador do Papa Francisco é estratégico - não fosse trágico nessa civilização que a Igreja Apostólica Romana ajudou a alimentar - menos que um caos , mais que um caos.
Absurdamente morta a esperança - resta-nos a todos seres comuns, nosso raio de ação, se alguma onda de vitalidade ainda nos mantèm assombrados com a realidade .

Graça Sampaio disse...

Passe a minha insensibilidade, mas do que eu gosto mais é da imagem aqui posta do desaparecido D. José Policarpo...

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Sobre o Polcarpo, já escrevi há muito o que penso lá no CR. Sinistra figura de lobo, com pele de cordeiro.

Mar Arável disse...

Não sei comentar "santos"

jrd disse...

Amen.

Branca disse...

Concordo com a Bárbara e com o Mar Arável, que me fez rir, até porque fui vizinha, aluna e andei lá pelo meio deles, freiras e padres e foi assim que me tornei descrente, embora admiradora de Jesus como revolucionário que foi na sua época e acho mesmo que as ideias dele não fazem mal a ninguém, desde que cada um tire o melhor delas. Conheci algumas raras excepções,alguma acção social e educativa cá dentro e lá fora por vezes interessante, sem isso muitas crianças não teriam chegado ao ensino, não teriam crescido e passado a um outro grau que as trouxe à Universidade e a outros lugares felizes, embora não concorde nada que essa acção seja muitas vezes acompanhada de uma evangelização impositiva e nem sempre com respeito pelas raízes autóctones.

Esse é o grande mal e o facto de muita coisa ser fácil ou pelo menos segura, como diz a Bárbara faz com que o discurso tenha quase sempre muita falta de sentido profundo da vida e da realidade, mas admiro os mais corajosos, só é pena que na tal falta de sentido do mundo real não ultrapassem os preconceitos da homofobia, dos contraceptivos, da opção sempre dolorosa do aborto e que julguem muito o que é do foro privado de cada um e que por isso mesmo não prejudica ninguém. A opção deveria ser sempre pela felicidade, quer nossa, quer dos outros, ou não é essa a doutrina que defendem? - A doutrina do amor.

O Eufrázio diz muito bem, não há santos, aliás os pseudo-santos são uns chatos, não têm ar de gente humana, afectuosa e sensível, :)

Beijos

Anónimo disse...

Concordo com a Bárbara e com o Mar Arável, que me fez rir, até porque fui vizinha, aluna e andei lá pelo meio deles, freiras e padres e foi assim que me tornei descrente, embora admiradora de Jesus como revolucionário que foi na sua época e acho mesmo que as ideias dele não fazem mal a ninguém, desde que cada um tire o melhor delas. Conheci algumas raras excepções,alguma acção social e educativa cá dentro e lá fora por vezes interessante, sem isso muitas crianças não teriam chegado ao ensino, não teriam crescido e passado a um outro grau que as trouxe à Universidade e a outros lugares felizes, embora não concorde nada que essa acção seja muitas vezes acompanhada de uma evangelização impositiva e nem sempre com respeito pelas raízes autóctones.

Esse é o grande mal e o facto de muita coisa ser fácil ou pelo menos segura, como diz a Bárbara faz com que o discurso tenha quase sempre muita falta de sentido profundo da vida e da realidade, mas admiro os mais corajosos, só é pena que na tal falta de sentido do mundo real não ultrapassem os preconceitos da homofobia, dos contraceptivos, da opção sempre dolorosa do aborto e que julguem muito o que é do foro privado de cada um e que por isso mesmo não prejudica ninguém. A opção deveria ser sempre pela felicidade, quer nossa, quer dos outros, ou não é essa a doutrina que defendem? - A doutrina do amor.

O Eufrázio diz muito bem, não há santos, aliás os pseudo-santos são uns chatos, não têm ar de gente humana, afectuosa e sensível, :)

Beijos
Branca

Aldo Luiz Fonseca disse...

A deusa (ui!) está aí onipresente, de salto altíssimo, com toda a sua atualizadíssima faminta tecnologia carcerária. Aspartame e glutamato monossódico é para isso mesmo esta aparente evolução, a manutenção da cegueira e estupidificação perene da senzala global. Não é lindo isso?
Vê bem como que Papa vai, Papa vem, Papa vai, Papa vem e a peça culto escravagista não sai de cartaz e muda só a indumentaria (quando muda, muda a dos figurantes), ou de alguns atores e o fundo musical. O teatro, o palco, o gado e o cenário não tem como mudar. Ou não? Tem? Iluminação? Sons do silêncio? Napoleão disse que a história (o "script") é uma série de mentiras aceitas. Napoleão, hein? O cara que empurrou D. João VI para o Brasil bancado ($), ambos, pela velha e "boa" Inglaterra, hein? "Escudo vermelho." Que tal? Hein!?

Então!? Para que servirão aqueles milhões de caixões estocados e campos de concentração espalhados pelos Estados Unidos da América do Norte? O grande irmão. E as guilhotinas? Yankees. Aqueles dos eternos Yes we can continuar por mais mil anos. O gado rumina o mesmo carnavalesco lero lero ancestral enquanto olha para a deusa TV e mastiga, mastiga, mastiga e engole o mesmo lixo sempre em nova embalagem.

Sinto muito, me perdoe, te amo, sou grato. Toda PAZ e toda Luz.