15 março, 2014

Reestruturação da dívida. Não vale a pena escrever, se o que pudesse ter escrito já está dito!

Reestruturação da dívida: 70 descobrem, agora, a pólvora. Não faz mal, tarde vem o que nunca chega...

«...podendo deixar de sublinhar que o País poderia ter sido poupado a três anos de profundo desastre, o Manifesto agora divulgado – ainda que pecando por tardio e tendo como subscritores alguns dos responsáveis pela espiral de consequências decorrentes do Pacto de Agressão – é uma confirmação mais da indispensável renegociação da dívida e a ruptura com o actual rumo político e da urgência de interromper a acção do governo.

Com diferenças em vários aspectos com a proposta do PCP – por exemplo, a não consideração de um corte substancial do volume da Dívida, mesmo se falam lateralmente de «perdão» de parte da dívida, a restrição da reestruturação à dívida ao sector oficial salvaguardando a dívida ao sector privado institucional, ou uma expectativa não fundada numa mutualização significativa da dívida pela União Europeia, a partir de uma iniciativa eleitoralista da Comissão Europeia (um Relatório sobre a criação de um fundo europeu de amortização da dívida antes das eleições para o Parlamento Europeu, a 25 de Maio!), o que os subscritores do manifesto agora vêm reconhecer é a necessidade da renegociação.
Uma renegociação que, para o PCP, deve ser assumida por iniciativa do Estado português, na plenitude do direito soberano da salvaguarda dos interesses do País e do povo, assente num serviço da dívida compatível com o crescimento económico e a promoção do emprego, tendo como objectivo a sustentabilidade da dívida no médio e longo prazos.

Há muito que o PCP proclama que a Renegociação deve ser acompanhada por uma ruptura com as orientações da política de direita, de que aliás alguns dos subscritores foram executantes, e a concretização de uma política de crescimento e emprego, de desenvolvimento económico e social do País. Também há muito que o PCP, na sua intervenção política sobre o assunto, propõe, como fizeram agora os signatários, como exemplo e grelha possíveis de uma renegociação da Dívida, a reestruturação da Dívida da Alemanha no pós-guerra!»

3 comentários:

Maria Eu disse...

"Perigosos esquerdistas" como Manuela Ferreira Leite, ou Bagão Félix estão entre os subscritores!! Ou melhor, "esta gente", como Passos Coelho lhes chamou! Pobres de nós, Rogério, nas mãos de gente que nos vende todos ops dias! :(

Beijinhos Marianos e bom fim de semana! :)

Anónimo disse...

Têm duas hipóteses:

Juntarem-se ao grupo de estúpidos e/ou salafrários que afirma querer votar em PSD/CDS/PS... A bela quantidade de 71,6% de escribas rascas de cruzes em folhas de papel!

OU

Simplesmente não aceitarem fazer parte deste miserável espectáculo!

Já há muito tempo que não voto!

Minha postura actual é a de ter deixado de cumprir na plenitude uma das nossas (escravos) FUNÇÕES
são elas "TRABALHAR, CONSUMIR, CUMPRIR"

E este escravo escolheu a função CONSUMIR como forma de minar o actual SISTEMA!

Só consumo o essencial! A internet (antes que façam perguntas despropositadas, para não usar outra palavra) é partilhada! Algo de inconcebível nos dias que correm "PARTILHAR"

Se quiserem faço a lista detalhada do que faço há cerca de dois anos e meio!

Agostinho disse...

Ouvi hoje o Rentes de Carvalho na antena 2. O homem se calhar tem razão.