25 março, 2014

O wrestling, a galhofa, a simulação e a sova



Entre o wrestling e a "galhofa" as TVs lusas chamaram conhecidos e reputados "lutadores" para um campeonato nacional de manipulação de golpes. Estes jogos, baseiam-se em regras estranhas: o confronto quase sempre é com um adversário ausente,  pois o presente tem papel ambíguo, ou simula que ataca ou faz brilhar os golpes desferidos em outros inimigos. Os espectáculos são diários, mas a modalidade sobe ao rubro aos domingos, com dois combates planeados, considerados de luxo. 
Como todos os espectáculos, este combate combinado também vive das assistências. Na RTP1 a coisa estava fraca, próximo de "ir dar barraca" e, eis senão quando, um dos contendores puxa de golpes que não constavam da cartilha do adversário. Caldo entornado. A luta prolonga-se para além do ringue. Discute-se, fazem-se declarações, apostas e toda a imprensa dita de referência bota sentença. Uns dizem que o traído deu uma sova no traidor, outros dizem que foi este a levar uma grande coça. Empolgam-se os amantes do arco da governação, até mais não.

Enquanto este circo continua, eu luto. 
Sim, mas na rua,
longe do Campeonato Nacional de Wrestling.