01 julho, 2011

Férias... mas sem interrupção de palavras necessárias

.
Chegámos. Depois de desfazer as malas, foi o procurarmos um lugar para cada coisa e, de seguida, a faina de as colocar lá. Roupas, algumas (poucas) loiças, livros e as cartas escritas há tantos anos atrás. Trouxe a câmara de vídeo que ofereci à Teresa pelos seus anos, em Fevereiro, e estive a configurá-la. Nunca a usámos antes. Não por falta de interesse em o fazer. Não por falta de oportunidades de registo de momentos e até eventos. Não por uma qualquer razão especial ou talvez, inconscientemente, não tenhamos até agora querido que este período conte e deva ser lembrado. O gesto de trazer a câmara e de a preparar inverteu este sentir...

Ainda não fomos ver a praia, mas sei de cor como ela é. Conheço a água fria e agitada. Conheço a brisa fresca e a nortada. Conheço a distancia entre a formação das ondas e o seu morrer na areia. Amanhã caminharei pelo areal e também por atalhos e veredas sentindo o prazer de isso acontecer sobre o trilho provável de um qualquer dinossauro...