09 julho, 2013

Poesia (uma por dia) - 46


Quando acordar...
Minha Alma olhava
Meu Contrário
de soslaio
sem o encarar de frente
Meu Contrário
tinha um ar ausente
talvez amargurado
talvez vencido
Minha Alma
não tinha coragem
de lhe dirigir palavra 
Eu esperava pelo desfecho da cena
impotente para animar um
confortar o outro
e sem saber
o que fazer

"Não sei se tenho mais forças"
Disse ele, como se o pensamento tivesse voz
Como se a alma falasse, ela lhe respondeu
"É apenas o corpo, descansa"

Ele caiu nos braços dela e adormeceu, como uma criança
Rogério Pereira