22 fevereiro, 2019

Venezuela, há mais de 2 anos que passa por dias decisivos. Amanhã será mais um, a que será dada toda a visibilidade...


A imagem, em cima, mostra uma fronteira com alguns milhares. Noutra fronteira, Puente de Angostura, são muitos, muitos mil.  Entretanto, certa imprensa refere sérios conflitos, com vitimas mortais, e nada ilustram a não ser imagens que não documentam nada.
Nessa multidão, vejam se descobrem algum reporter, correspondente, politólogo, comentador ou alguém avisado que possa explicar o que se terá passado. É suspeito, que nos pontos de refrega, nem exista um Huawei, com a funcionalidade adequada.
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Diz-se que amanhã será um dia decisivo. Não acredito! A revolução bolivariana e o povo já vem suportando mais de uma dezena de dias decisivos... 
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Segue-se a lista cronológica desses tantos:
  • Abril de 2016: Instituições financeiras começam a deixar de receber pagamentos em dólares de instituições venezuelanas
  • Maio de 2016: Commerzbank Bank (Alemanha) fecha contas bancárias venezuelanas e da PDVSA
  • Julho de 2016: o Citibank fecha contas correspondentes de instituições e bancos venezuelanos, incluindo o Banco Central da Venezuela. O fecho das contas correspondentes reduz a capacidade de efetuar pagamentos em dólares, impondo custos adicionais para realizar transações em outras moedas.
  • Agosto 2016: o Banco Novo de Portugal proíbe transações com bancos e instituições venezuelanas.
  • Julho de 2017: a empresa Delaware, agente de pagamento da PDVSA, recusa-se a receber fundos da companhia petrolífera venezuelana.
  • Julho 2017: o Citibank recusa-se a receber fundos venezuelanos para importar 300.000 doses de insulina.
  • Maio de 2017: empresas de origem russa, empreiteiras encarregadas de elaborar a cadeia de blocos Petro utilizando o código NEM, desistem de continuar com o contrato argumentando razões de força maior após terem sido pressionadas pela Security Exchange Commission dos Estados Unidos.
  • Agosto 2017: Os bancos chineses informam que não podem realizar operações em moeda estrangeira em favor da Venezuela devido à pressão do Departamento do Tesouro dos EUA, e a Rússia relata a impossibilidade de realizar transações com bancos venezuelanos devido à restrição dos bancos correspondentes dos EUA.
  • Agosto de 2017: o banco correspondente do banco chinês BDC Shandong paralisa durante três semanas uma transação de 200 milhões de dólares sacados pela China.
  • Agosto de 2017: devido à pressão da OFAC, a empresa Euroclear retém 1.200 milhões de dólares sem possibilidade de mobilização.
  • Outubro 2017: o Deutsche Bank fecha as contas correspondentes do Citic Bank chinês para processar pagamentos da PDVSA, o que demonstra a pressão sobre a banca internacional.
  • Outubro 2017: A entrada de vacinas no país é adiada por quatro meses porque o bloqueio dos EUA torna impossível fazer pagamentos ao banco suíço UBS.
  • Novembro 2017: a Venezuela faz pagamento para comprar primaquina e cloroquina (para tratamento antimalárico), solicitado ao laboratório médico da BSN na Colômbia. O governo colombiano bloqueia a entrega de medicamentos.
  • Novembro 2017: o Deutsche Bank, principal correspondente do BCV, encerra definitivamente as contas correspondentes desta instituição.
  • Dezembro de 2017: foram devolvidos 29,7 milhões de dólares de bancos na Europa para pagamento a fornecedores de alimentos através do programa alimentar CLAP. Também nesse mês, as autoridades colombianas impediram a transferência para a Venezuela de mais de 1.700 toneladas de perna de porco.
  • Maio de 2018: o pagamento de 9 milhões de dólares para a compra de material de diálise foi bloqueado.
  • Novembro 2018: A partir deste mês, o Banco da Inglaterra reteve 1,2 bilhão de dólares que o governo venezuelano havia depositado nessa entidade.”

9 comentários:

Catarina disse...

Maduro fechou a fronteira com o Brasil.
Guaido diz que vão deixar entrar a ajuda humanitária amanhã. Trezentos mil (creio) estão em perigo. Entretanto desde 2015 mais de 2,7 milhões de venezuelanos saíram do país.
E o petróleo continua a ser uma arma polílita.

Rogerio G. V. Pereira disse...

Catarina
Ajuda humanitária?
Trezentos mil a entrar?
Saíram dois milhões e setecentos mil?

Deixe que lhe diga
O Petróleo não vale nada
nada,
nada,
nada,
O sistema Financeiro
nas mãos dos donos do Mundo
sabe
que ninguém come crude
a não ser
que este se converta em dinheiro...

E assim se condena um povo inteiro

leu?

Caso não, repito:

Abril de 2016: Instituições financeiras começam a deixar de receber pagamentos em dólares de instituições venezuelanas Maio de 2016: Commerzbank Bank (Alemanha) fecha contas bancárias venezuelanas e da PDVSA Julho de 2016: o Citibank fecha contas correspondentes de instituições e bancos venezuelanos, incluindo o Banco Central da Venezuela. O fecho das contas correspondentes reduz a capacidade de efetuar pagamentos em dólares, impondo custos adicionais para realizar transações em outras moedas. Agosto 2016: o Banco Novo de Portugal proíbe transações com bancos e instituições venezuelanas. Julho de 2017: a empresa Delaware, agente de pagamento da PDVSA, recusa-se a receber fundos da companhia petrolífera venezuelana. Julho 2017: o Citibank recusa-se a receber fundos venezuelanos para importar 300.000 doses de insulina. Maio de 2017: empresas de origem russa, empreiteiras encarregadas de elaborar a cadeia de blocos Petro utilizando o código NEM, desistem de continuar com o contrato argumentando razões de força maior após terem sido pressionadas pela Security Exchange Commission dos Estados Unidos. Agosto 2017: Os bancos chineses informam que não podem realizar operações em moeda estrangeira em favor da Venezuela devido à pressão do Departamento do Tesouro dos EUA, e a Rússia relata a impossibilidade de realizar transações com bancos venezuelanos devido à restrição dos bancos correspondentes dos EUA. Agosto de 2017: o banco correspondente do banco chinês BDC Shandong paralisa durante três semanas uma transação de 200 milhões de dólares sacados pela China. Agosto de 2017: devido à pressão da OFAC, a empresa Euroclear retém 1.200 milhões de dólares sem possibilidade de mobilização. Outubro 2017: o Deutsche Bank fecha as contas correspondentes do Citic Bank chinês para processar pagamentos da PDVSA, o que demonstra a pressão sobre a banca internacional. Outubro 2017: A entrada de vacinas no país é adiada por quatro meses porque o bloqueio dos EUA torna impossível fazer pagamentos ao banco suíço UBS. Novembro 2017: a Venezuela faz pagamento para comprar primaquina e cloroquina (para tratamento antimalárico), solicitado ao laboratório médico da BSN na Colômbia. O governo colombiano bloqueia a entrega de medicamentos. Novembro 2017: o Deutsche Bank, principal correspondente do BCV, encerra definitivamente as contas correspondentes desta instituição. Dezembro de 2017: foram devolvidos 29,7 milhões de dólares de bancos na Europa para pagamento a fornecedores de alimentos através do programa alimentar CLAP. Também nesse mês, as autoridades colombianas impediram a transferência para a Venezuela de mais de 1.700 toneladas de perna de porco. Maio de 2018: o pagamento de 9 milhões de dólares para a compra de material de diálise foi bloqueado. Novembro 2018: A partir deste mês, o Banco da Inglaterra reteve 1,2 bilhão de dólares que o governo venezuelano havia depositado nessa entidade.”

Catarina disse...

Li. Foi tudo dito. Apenas acrescentei.

Silva disse...

Isto, sem nenhuma simpatia pela liderança e ilusões de Chavez e em pior dose de Maduro, qual o país que ousando desafiar os predadores armados em democratas, mas falsos como judas, conseguiria garantir medicamentos e alimentos ao seu povo, o real dono dos recursos desse país, se roubado e privado da utilização da negociação desses recursos desde há três ou quatro anos?
Uma chocante falta de vistas se nos ficarmos pela crise humanitária que lacaios de trump e midia do dinheiro montou. Libertem-se os recursos e o cerco hipócrita e criminoso para fazer cair um governo não alinhado. O que procuram é a guerra e o lucro. O povo e a humanidade é uma grande treta. Se fosse verdadeira, não faltam países no mundo como o Iémen, ou as Honduras, onde intervir.

Sam Seaborn disse...

"que ninguém come crude
a não ser
que este se converta em dinheiro..."

Não sei muito bem o que dizer. A verdade é que quando há interesse as ditas super-potências actuam de uma forma mais célere e eficaz.
Por outro lado, uma invasão militar iria certamente provocar um número muito elevado de mortes.

Num outro prato da balança, permitir o acesso ao Estado dos valores não seria sinónimo deste ser usado para apoiar população.

Penso que nem do lado do regime instituído, nem do lado dos países que fazem frente, estão a ser tidos em consideração a castração e a miséria a que está circunscrito.

Com a democracia em crescentes períodos de crise, não vejo soluções rápidas.

O Puma disse...

Contra o cerco à Venezuela

Rogerio G. V. Pereira disse...

Caríssimos, escreve o Sam
«permitir o acesso ao Estado dos valores não seria sinónimo deste ser usado para apoiar população.»

O Estado venezuelano desfaz tal dúvida pois tem vindo a investir para reduzir a pobreza...

O PNUD divulgou o Relatório do Desenvolvimento Humano, relativo a 2016 e onde a Venezuela se mantinha como um dos países com um alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) no ranking de 188 países.

O IDH mede o progresso de uma nação com base na renda, saúde e educação, e vai de zero a um. Quanto mais perto do um, maior é o índice de desenvolvimento humano do país avaliado.

No relatório, a Venezuela aparece com uma pontuação de 0,767 acima do Brasil (0,754), Peru (0,740) e Colômbia (0,727). É o quarto país com melhor IDH na América do Sul.

Tá tudo aqui
http://hdr.undp.org/en/2016-report/download

voza0db disse...

Só para deixar presente algumas das CARAS dos Terroristas que estão a Cometer Crimes contra a Humanidade na Venezuela - com a conivência Tuga pois claro, que já declarou o apoio ao terrorista americano Guido - e que começa ainda antes da gloriosa súmula escrita ali em cima!

Infelizmente não dá para colocar aqui a imagem, por isso cliquem aqui!

Abr
voza0db

P.T.: Às vezes tenho a impressão de que a Catarina anda metida na Droga Mediática!

voza0db disse...

E já que estamos numa de recordar o passado...

Um agente do FBI que publicou um livro este ano escreve o seguinte

Numa reunião na Sala Oval da Casa Branca em 2017 (atenção ao ano pois em 2017 ainda nada de extraordinário se passava com a a Venezuela!)

"Then the president talked about Venezuela. That’s the country we should be going to war with, he said. They have all that oil and they’re right on our back door."

Venezuela tem Petróleo... É aqui no quintal... GUERRA.

https://twitter.com/aaronjmate/status/1097601566671015936