09 agosto, 2012

Alqueva? Não há azar, irá ser uma grande e excelente ETAR...


Desde menino que sonhava que o sonho se realizaria...

No baú dos meus escritos, com etiqueta de "Reforma Agrária", estão mais de uma dezena de textos falando de Alqueva. Desde uma cronologia onde escrevia que sonhava com dizeres do meu herói, um quase ignorado engenheiro com um nome que o liga ao filho (que também admiro), até um poema que fala de desertificação, há lá que ler até mais não. 
Hoje as noticias dão a última machadada no sonho. Haverão acusações, argumentos e mais argumentos. Esquecer-se-ão, acusadores e acusados, que cada um tem seu quinhão, pois as valências do sonho foram a pouco e pouco, ao longo da citada (e nessa altura incompleta) cronologia, destruídas por todos os governos, desde a famigerada lei Barreto. Da valência agrícola à da aquacultura, desta à da energia e, por fim. a valência salvadora, a do turismo de luxo, todos os governos foram matando, cada um à sua maneira, o sonho que desde menino tenho sonhado.

Diz-me uma pedra, das que constituem o meu petrificado povo,  condoída com a minha expressão sofrida: "Não há azar, Alqueva irá ser uma grande e excelente ETAR"
 - Que grande merda, ter de dar razão a uma pedra.  

NOTA: Este post vai ter a mesma etiqueta. Talvez um dia a Reforma Agrária saia da gaveta