01 agosto, 2012

Ser feliz? A outra interpretação (a que faltou, por parte de quem comentou)


Se  ninguém se deu conta da foto a sépia, falemos então do seu negativo...

Saramago (não esqueçam que sendo saramaguiano, o cito de vez em quando) escreveu "Tentei não fazer nada na vida que envergonhasse a criança que fui". Terá morrido na tranquilidade de pensar ter conseguido o resultado desse desiderato. E, se assim foi, diria que partiu feliz. Evito, na minha escrita, seguir-lhe formulas e estilo, mas dou comigo (tantas vezes) a copiar-lhe o pensamento, coisa que, como sabemos, é mais fácil de defender de eventual acusação de plágio. Quando escrevi que ser feliz "é saber olhar para trás e saborear a memória" estava tentando dizer isso mesmo. Queria dizer, ou deixar passar esse mensagem subliminar e de orgulho mal escondido, de não ter feito nada que nem me envergonhasse a mim, nem a criança que fui. 
Nesse anterior escrito, havia outra referência  a essa felicidade sentida, mas que me é servida nos seus serviços mínimos: o ter alguém (ah, este maldito sentido de posse) a quem não gosto de fazer esperar. É que em troca ela me conforta e dá alento. Alento para em cada dia poder encarar, com a força necessária, este mundo. E qual mundo? Este, que você vê (vê mesmo?) e eu vejo. Vejo sem olhar para o lado, nem que seja por um bocado...


Video "roubado" a Manuela Araújo, do "Sustentabilidade é acção"