25 outubro, 2012

A arte de bem voar, precavendo grandes quedas e em guarda contra as aves de rapina...


Instruções, para a arte de bem voar
Quando as asas atingem ampla envergadura
Quando o corpo atinge a apropriada altura 
Quando a mente começa à beira de se ansiar
Há que seguir o guia da arte de bem voar

A primeira regra é fácil de dizer, difícil de fazer
É treinar o olhar, para saber (sempre) onde poisar
É estar aberto à observação e ao aprender 
É educar a atenção, a inteligência e o pensar

A segunda regra, requer treino e ausência de medos
É perceber que pequenas quedas fazem parte da viagem
É não se deixar enredar em fáceis e distraídos enredos
E é  iniciar o treino, com persistência e coragem 

A terceira regra é já de laborioso exercício  de treino 
É escolher um ramo que não seja ameno poleiro
É escolher o que fique a distância curta para não falhar
E que as asas sirvam quase apenas para poisar

As regras seguintes, quase iguais, aumentadas de dificuldade 
Ramos cada vez mais distantes, cada vez mais em subida
No sentido em que se encaminha a vida...
E à medida que as asas ganham idade 
Quando se chega ao alto é que tudo começa
E a última regra de bem voar, é voar em bando
Distinguir a selva da floresta
E saber parar, de vez em quando 
Podes começar!
Para ti Miguel, deste teu velho pássaro