13 outubro, 2012

Orçamento... repito o ontem dito...

... ..uns dirão: reduza-se a intensidade a limite mais consentâneo com a capacidade do ser humano.... 

Há quem escolha outras analogias dizendo que a vitima (a República) é um doente e o tratamento que lhe é ministrado é em quantidade tão elevada que pode matar a coitada. Escolhi outra analogia, ontem. Dizia sobre a imagem da tortura da inquisição coisa que, por não ver comentada, julgo não ter sido lida ou, se o foi, foi de maneira apressada. Repito:
Sobre a tortura do empobrecimento, alguns dizem à vítima para negociar com o verdugo tortura menos intensa e mais prolongada. É uma outra forma de aceitar tal tortura.
(...)
Insólito é saber-se que a vitima pode sair voluntariamente da situação. Assim disso tome consciência...
O que queria (e quero) dizer é que há alternativas: as minhas e ainda outras...

8 comentários:

Hanaé Pais disse...

Gostei da sua abordagem.
As imagens são chocantes.
As mulheres sofriam, apenas por serem mulheres.
Que Portugal seja protegido das injustiças que ocorrem no nosso país.

BRANCAMAR disse...

Claro que foi lido Rogério e comentado, embora não de forma tão especifica quanto nos é aqui dado dizer, porque ontem se tratava de comentar o cínico Prémio Nobel da Paz deste ano e o restante ficou talvez mais ofuscado.

Quanto a esta tortura lenta e atroz a que nos querem obrigar, claro que nos cabe conseguir alternativas e sair dela, claro que nos cabe contestar e conseguir uma democracia realmente participativa, sem que isso induza a que o poder caia na rua como vêm alguns arautos da desgraça dizer para assustar os menos esclarecidos, mormente D. Policarpo no seu discurso destes dias em Fátima. Essa foi a última ideia de Marcelo Caetano quando entregou o poder a Spínola, o medo de que o poder caísse na rua. Pensando numa belíssima intervenção de Mia Couto no Estoril há poucos anos, sobre o medo, como ele diria, "...muitos têm medo que o medo acabe" e esse é também um medo da Igreja, que apesar de conviver com um estado dito laico, não deixa de se fazer a subtis alianças. Não todos os seus membros, diga-se de passagem, honrosa excepção para o actual Bispo do Porto, que além de viver num modesto apartamento e se afastar das habituais mordomias, mantém uma postura em defesa das injustiças sociais e há outros, um dia hão-de conseguir mudar a estrutura da Instituição, um dia...

Daqui a pouco lá estaremos, aí por Lisboa ou aqui pela Praça D. JOão I, junto ao Rivoli, às 17h, por outras praças do país, também em dias próximos, lá estaremos sempre para quebrar esta tortura lenta, em luta pelas alternativas.

Beijinhos

Maria João Brito de Sousa disse...

Não, não tinha sido lido, confesso. Mas conheço as alternativas e muito embora incapaz para a marcha, sigo ao lado dela, daquela que me parece mais capaz de dar frutos. Seguirei sempre.
Tenho sempre tanta dificuldade em vir ao Conversa Avinagrada... acho estranhíssimo, mas é verdade.

Abraço, em Lisboa, onde estará um bom pedaço de mim!

folha seca disse...

Caro Rogério
Não sempre a falta de comentários significa que a mensagem não passe. Só li hoje, não comentei, o que é reicidência, creio que o meu caro me entende. Mas o post de hoje é um bom complemento.
Abraço
Rodrigo

Ana Tapadas disse...

Uma abordagem interessantíssima de um problema tremendo. Esperemos que o ciclo se feche o mais depressa possível...o medo talvez deixe de aguilhoar tanta gente ainda. A moda do «politicamente correcto» está à vista.

Beijo, meu amigo.

Fada do bosque disse...

Há alternativas sim, Rogério e esta é uma delas, brevemente se quiser ler a carta fundadora do novo movimento cívico de cidadania. A sociedade tem de se organizar.

Um abraço

jrd disse...

Todos juntos havemos de conseguir.

Lídia Borges disse...


A pintura escolhida faz doer as articulações. Será preciso que se quebrem os tendões?



Lídia