16 novembro, 2013

A Fundação Saramago assinala um dia, este. Dia do Desassossego. Que seja. Eu penso de tal o que penso do Natal: que todos os dias sejam de desassossego, que todos sejam de renascimento!



O desassossego foi marcado, com prazo, datado. Nada mais contraditório com a necessidade destes dias e em confronto com os actos e as palavras de Saramago, que todos os dias nascia. Ainda assim associo-me à efeméride, porque o farei também amanhã, depois e sempre. Ordenou Minha Alma, subscreveu Meu Contrário e, também esse Eu, que sobre Saramago tanto escreveu:
"A pergunta que todos deveríamos fazer-nos é: Que fiz eu se nada mudou? Deveríamos viver mais no desassossego. Não haverá amanhã se não mudarmos o hoje. Como se conta em A Caverna, tudo o que levamos às costas é passado e todo esse passado, incluindo a desesperança e a desilusão, é o que influencia o amanhã. Há que fazer o trabalho todos os dias com as mãos, a cabeça, a sensibilidade, com tudo."
José Saramago, in "Nas Suas Palavras"