11 novembro, 2013

Álvaro Cunhal, ontem

I
As canções lembram raízes, o coro era a harmonia semeada de bandeiras vermelhas e foi-me reforçada a convicção: há mortos que jamais morrerão!
(e o Campo foi Pequeno para acolher os enriquecidos. Os homens nunca se repetem, os exemplos deixados e os valores proclamados, sim! )

II
As imagens que vimos, os corpos que tateamos, as memórias que temos, o cérebro só os processa por meio dessas abstrações nem sempre audíveis que são as palavras. Com elas convencemos e somos convencidos e, para tal, a escrita é a forma mais apurada de a palavra ser usada.
Somos, de facto, verbo. Mas o principio continua a ser o acto, pois é ele que alarga o universo das palavras conhecidas, lhes vai dando sentido, coerência e a garantia de que "o Mundo pula e avança"...
III
"Quem ainda está vivo não diga: nunca
O que é seguro não é seguro
As coisas não continuarão a ser como são"