09 fevereiro, 2010

Alqueva, Alqueva… Hoje ainda não te ligo peva (a imprensa mete mais água que tu)




O senhor é capaz de acabar com o telejornal dela (Clara de Sousa)?

PORQUE NÃO É OUVIDO O GATO? SERÁ POR SER FEDORENTO?

Hoje as notícias dão conta da aprovação da proposta do PSD para ouvir uma lista tremenda de nomes, na Comissão de Ética da AR. Pergunto: porque não aparece o Ricardo Araújo Pereira na lista? As provas de manipulação são públicas… O vídeo faz melhor prova que as escutas do SOL… e os gatos chegaram a ter maior audiência que o “Jornal de Sexta” da TVI.
Mário Soares afirma hoje no DN que Salazar nunca se prestaria a uma entrevista destas pelo simples facto de todos os gatos, nessa época, serem apanhados pela carroça dos… cães. Bom, o MS não diz bem isto. O que escreve na realidade é diferente, fala da censura… (pode ver aqui a parte 3 da sua coluna “O Tempo e a Memória”) e declara que existe liberdade de imprensa, prova-o o facto de todos malharem no Sócrates. Eu, por outras razões, não concordo com ele. Prova-o a existência deste blog.

SOU PELOS JULGAMENTOS EM PRAÇA PÚBLICA (JPP)

Quem canta por conta sua
Canta sempre com razão
Mais vale ser Pardal na rua
Que rouxinol na prisão

Cantava eu isto, desafiador, em tempos idos. Anos 60, era um pardalito, alheio aos riscos de optar entre ser pardal ou rouxinol. Ao meu lado, outros assim cantavam, num coro que me dava alento e me fazia acreditar, que um dia, rouxinóis e pardais haveriam de partilhar a praça pública, sem vampiros (daqueles que a canção dizia pousarem nos prédios e nas calçadas).

Aconteceu esse dia. Mas, a coisa não aconteceu como nos meus sonhos. À praça chegaram as gralhas (que, segundo o meu gato preferido, “falam, falam, falam, falam, mas não dizem nada”), também os papagaios (repetem incansavelmente a voz do dono) os pombos arrolando, tal como as rolas (só pensando em reprodução e em cagar em tudo…). E os vampiros? Esses continuam. Não só pousam em prédios e calçadas, pousam nos poderes todos e fazem parte das redacções… Calam discursos e opiniões, distorcem factos, são mandadores sem lei, evoluíram na forma de chegar a toda a parte! À economia, à justiça, à política e aos poderes instituídos… Militam no PiG!

Se sou favorável a julgamentos na praça pública? Claro que sou! Se sou por uma imprensa livre que supra “dificuldades” (sublinho as aspas) de funcionamento do poder judicial e os seus prazos? Certamente! Mas, estando a praça pública infestada de aves, não dispenso provas. Provas, meus caros leitores deste post, provas. Nenhum julgamento as dispensa. Sem essa exigência, dar-se-á a estranha aliança entre gralhas, papagaios e vampiros, mascarando indícios para suporte dos seus mais “estranhos” (sublinho as aspas) desígnios.

Julgamentos na praça pública, sim. Venham as provas. Execuções sumárias, não!


FERREIRA FERNANDES, O REGRESSO (acompanhado) DA MINHA TESTEMUNHA

Depois do Ruben de Carvalho, tenho agora o FF (que deixou de assobiar para o lado) a escrever sobre a necessidade da verdade de "aquém e além Pirenéus", devidamente acompanhado pelo Pedro Tadeu (em “Sócrates, Moniz, Manela e Crespo”). Duas opiniões? Mais do que isso, o Pedro Tadeu apresenta indícios de contraditório.

SE EU AMANHÃ ME VOU ARREPENDER DESTE POST? ATÉ POSSO! POR ENQUANTO, CÁ ANDO! ESPERO QUE O JORNALISMO DE INVESTIGAÇÃO PERMITA O MEU JULGAMENTO NA PRAÇA PÚBLICA.

A nota final, do costume: O conteúdo deste post respeita integralmente a minha declaração de príncipios, no seu § 3: Denunciarei todas as notícias ou opiniões que, em meu juízo, colocam em causa a reputação e o bom nome das pessoas sem a devida prova e fundamentação do interesse público.