24 fevereiro, 2010

Sessenta e cinco


Quando fiz 3o anos, Bruce Springsteen dedicou-me uma canção. Depois disso, lembro-a todos os anos...

"Born to run" - 1975 (versão de 1988)
Outra prenda que me deram
"Venho da terra assombrada,
do ventre da minha mãe;
não pretendo roubar nada
nem fazer mal a ninguém.
Só quero o que me é devido
por me trazerem aqui,
que eu nem sequer fui ouvido
no acto de que nasci.


Trago boca para comer
e olhos para desejar.
Com licença, quero passar,
tenho pressa de viver.
Com licença! Com licença!
Que a vida é água a correr.
Venho do fundo do tempo;
não tenho tempo a perder.

Minha barca aparelhada
solta o pano rumo ao norte;
meu desejo é passaporte
para a fronteira fechada.
Não há ventos que não prestem
nem marés que não convenham,
nem forças que me molestem,
correntes que me detenham.

Quero eu e a Natureza,
que a Natureza sou eu,
e as forças da Natureza
nunca ninguém as venceu.

Com licença! Com licença!
Que a barca se faz ao mar.
Não há poder que me vença.
Mesmo morto hei de passar.
Com licença! Com licença!
Com rumo à estrela polar."

--
"Fala do homem nascido" - António Gedeão - 1958
(a interpretação do Adriano está no YouTube em péssimas condições de audição)

É verdade... hoje é dia de festa, mudei de entidade patronal!
--
Fazer 65 anos
Depois de mil lugares, de mil andanças
Entregar “Fim de actividade”
Numa repartição de finanças.

Reformado? Eu?
Não, meus amigos. Não!
Passei a lutar a tempo inteiro
Sem esperar remuneração
--
Desmentido, assinado por mim, sem interferências do PiG