20 fevereiro, 2010

Fernando Nobre (FN) 5 – PiG 0 (primeira mão)

Com esta entrevista ao semanário Expresso, Fernando Nobre passou a constar na minha lista de testemunhas para provar a existência do PiG. Porquê? Ele é da opinião de que não existem provas que possam culpabilizar Sócrates. Eu também!

Depois da goleada que sofri, em terrenos da informação nos semanários de referência, eis que alguém bate o PiG, por números superiores àquela minha derrota (relembre aqui esse relato). Nesse encontro, passei pela vergonha de ver amigos a apoiar o meu adversário e, no final, a agitar-me lenços brancos. Tudo porque aceitei jogar contra a informação, que considero uma droga, com o Sócrates e seus boys integrados na minha (sua) defesa.
Desta vez, a situação inverteu-se. Fernando Nobre, ganhou. Marcou 5. Mais rigorosamente, só marcou 4. Um dos golos contra o PiG foi marcado, por este, na sua própria baliza, logo no inicio do jogo. FN ganhou, sem integrar craques conhecidos e com pessoas, afirma ele, de vários partidos. Nas bancadas os mesmos leitores de sempre e os meus amigos também. Vejamos os principais lances:

PiG – Marca na própria baliza – Lançado na enxurrada de notícias sobre a “face oculta” e outras novelas, o PiG fica surpreendido por FN lhe baralhar a agenda e aparecer em jogada magistral, interrompendo a toada de ataque. Atrapalhado, o Expresso, vê-se obrigado a conceder uma entrevista a FN. Esta entrevista é um golo do PiG, na sua própria baliza.

PiG – Ataca forte - Questionando sobre a sua proximidade a Mário Soares, numa sucessão de perguntas a tentar encostar o FN aos soaristas. FN mostra que defende bem e passa ao contrataque…

FN – Marca o 2º golo - Afirma, nas barbas do jornalista, que não vai desistir. É uma jogada já vista, mas o remate resulta num golo espectacular, quando afirma: “entendo que é um exemplo de cidadania (…) transmitir aos cidadãos que eles existem, têm voz, podem-se manifestar”. Dizer isto numa altura em que se afirma não haver liberdade de imprensa…é um golaço, a calar nas bancadas a claque golpista.

FN – Faz 3º e 4º golo numa só jogada – É quando lhe é perguntado se não é populismo defender, como FN fez no congresso dos economistas, o aumento das pensões e do salário mínimo. Primeiro golo: “as pensões mínimas deveriam ser de 500 € e as máximas de 5000 €". O segundo golo é precedido de uma simulação de remate (“Estamos num país talvez à beira de explosões sociais”) e marca: "o povo de brandos costumes pode não durar".

FN - Marca de grande penalidade contra o PiG – Embalado, o jornalista pergunta se o PM pode manter-se em funções sob permanente suspeita. Ninguém viu um arbitro em campo, mas a penalidade foi assinalada, com amostragem do cartão vermelho à informação golpista. Na marcação, FN diz: “Até hoje não se demonstrou nada” (…)” um dos sectores essenciais que temos que repensar é a Justiça”

Gooolo! É golo, é golo, é golo. É disto que o meu povo goooosta. Ripa-na-rapaqueca. Que grande golaço, mesmo no último minuto (como relataria um saudoso amigo, se cá estivesse)

Acabado o jogo, ainda registei alguns comentários de amigos meus, fãs do Crespo e do semanário Sol, lá no facebook: “só não percebi foi a grande penalidade. Então ele acha que o Sócrates está inocente? Aliás, a ganhar por 4-0 ele (FN) não precisava dizer aquilo…”

Aviso: O PiG, envergonhado com esta derrota, não disponibiliza esta entrevista no Expresso online. Se quer ver o jogo, só no formato papel.