08 maio, 2010

O poder quando se sente ameaçado, até pela igreja, não perdoa…


O Expresso dedica à visita do Papa espaço nobre, nomeadamente na sua revista. Assumindo-se como anfitrião, omite tudo o que em torno da Igreja pode considerar-se inoportuno.
Eu não!



Os sucessivos casos de pedofilia saltaram para as primeiras páginas em catadupa, numa verdadeira enxurrada, como se de fenómeno recente se tratasse ou se nos últimos tempos ele tivesse assumido proporções tais que seria difícil mantê-los em segredo… Quando me interrogo sobre os porquês da sucessão de denúncias, não posso deixar de as associar a interesses apostados em descredibilizar a igreja e retirar poder ao seu chefe máximo. Resulta sempre, mandar para cima de uma instituição, o lixo que esta própria produz.
Admitindo esta teoria da conspiração, quais os interesses em causa?
Bem! Ao certo, ao certo, não sei! Espero que me ajudem. Quem terá ficado de braços cruzados quando ouviu o Papa:
  • Dizer “O colapso financeiro em todo mundo demonstrou, como sabemos, a fragilidade do sistema económico actual e das instituições relacionadas com ele”;
  • Afirmar estar preparando uma nova encíclica que terá um capítulo especial intitulado "Fraude e Fisco", o qual estabelecerá condenação moral aos fraudadores e aos paraísos fiscais que se abrem à ocultação de patrimónios ilícitos.
Ah, o Papa quer ir por aí? Então toma lá!
Se eu fico muito abalado com isso? Sinceramente não. Há muito que não vejo na igreja outra coisa que não seja as suas próprias contradições…
Este post foi publicado ao abrigo do ponto 4) da minha declaração de princípios que diz:Trarei para o meu blog todos os temas que julgo serem omitidos por razões que a razão desconhece ou me parecerem arredados da agenda das redacções da imprensa semanal;