29 julho, 2014

Gaza: se há coisas que podemos fazer, façamo-las

UM SONETO POR GAZA

Por cada pequenino assassinado,
Por cada ferida aberta e cada grito
De um povo dia a dia dizimado,
Encurralado, exposto, exangue, aflito,

Por cada obus de fogo ali lançado
Por loucos prepotentes de olho fito
Na criança inocente e sem pecado
Gerada pela carne e não no mito,

Para que o genocida pare enfim
De chacinar sem dó, de destruir
O abrigo improvisado em cada casa,

Um soneto, mais um, vindo de mim
Para quem, dentre vós, possa "sentir"
Cada grito de horror que ecoa em Gaza...
Maria João Brito de Sousa - 28.07.2014