25 julho, 2014

Salazarentos destinos, com o povo ao fundo... 2

Relembrar um poema de marear vem a propósito de uma questão colocada num comentário e na promessa da merecida resposta.
Nunca, nestas circunstâncias!
Nunca, é uma palavra forte, mas não a tememos, como não tememos o vento norte. Mas a resposta assim não fica completa. Atentos a todos os ventos, percebemos quais os de feição. E quando algo soprou, como uma esperança, treinados nas ondas da resistência, não acorremos a aparelhar navios e a soltar velas, e esperámos. Sabedoria essa, a da resistente espera, pois logo se anunciam as cartas de navegação que vão ser analisadas e discutidos os rumos. Olhando-as, nos interrogamos: Enfrentar mostrengos? Nada. Não, não juntaremos a nossa barca a essa frota que a nada se afoita. Para mim, acho que ficarão em terra, com o Povo ao fundo, acenando, numa vã esperança...