17 fevereiro, 2016

Eu saramaguiano cito-o mesmo ignorando que o estou citando...


Entro no café e procuro uma mesa, discreta junto à parede. Nesta, de tons sépia, frases em letra bem destacada de autores conhecidos. E lá estava a de Saramago:
«O outro é uma complementaridade que nos torna a nós maiores, mais inteiros, mais autênticos.»
E ocorreu-me além de uma definição minha que tal semelhança não será mera coincidência...
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Nota: admito estar a fazer um entendimento limitado da frase de Saramago. Nele, o outro tem sentido lato

10 comentários:

Maria Eu disse...

Sozinhos não somos ninguém.

Beijinhos, Rogério :)

© Piedade Araújo Sol disse...

sempre faz falta alguém a caminhar a nosso lado

:)

Anónimo disse...

... nenhum poeta escreve para sí próprio... nem mesmo aqueles que dizem que o fazem...
Nos meus poemas, "o Outro" tem, quase sempre, o sentido tal sentido lato que Saramago lhe dá...

Abraço grande!

Maria João

Elvira Carvalho disse...

Sozinhos somos uma sinfonia incompleta. Por mais bela que nos pareça, falta-lhe sempre algo.
Um abraço

Fê blue bird disse...

Os sentimentos grandiosos felizmente não são exclusividade nossa, há quem comungue também a nossa opinião e isso deixa-nos felizes.

Um beijinho

Rogerio G. V. Pereira disse...

...mas, como povo, estamo-nos tornando cada vez mais isso, ninguém.

Rogerio G. V. Pereira disse...

...para nos ouvir?

Rogerio G. V. Pereira disse...

Em Saramago a aproximação ao outro era uma militância assumida
na escrita e na vida
e, dizia de si, não ser poeta
(e no entanto era)

Rogerio G. V. Pereira disse...

Rigorosa expressão essa
sós=sinfonia incompleta

Rogerio G. V. Pereira disse...

Excelente leitura e entendimento do meu post
e isso deixa-me (muito) feliz