04 maio, 2018

A João poemou-me


Como comentário a um poema seu, escrevi assim, eu
Não sei que ave sou
Mas no meu voo
divido
o que multiplico
______________
Podes fazer um soneto sobre isso?
E ela satisfez o meu pedido
NÃO HÁ FIM PARA O SONHO. NÃO HÁ FIM...

Não há, neste planeta, mar nem céu,
Estrada longa demais, alta montanha,
Ponte suspensa sobre um medo teu
Que te trave esse sonho e, coisa estranha,

Um pouco desse sonho é também meu,
Um nada dessa chama em mim se entranha
E aonde chegar, chegarei eu,
Pois nisto ninguém perde. Só se ganha.

Não há fim para um sonho construído,
Nem haverá lugar para o vencido
Num sonho desta forma partilhado

Se, quando te pareça estar no fim,
Vês que mal começou dentro de mim
E que outros vão nascendo a nosso lado.

Maria João Brito de Sousa – 02.05.2018 – 12.54h
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